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Falésia em Pipa onde turista morreu ao cair com quadriciclo tem histórico de acidentes

O trecho da falésias de Pipa, em Tibau do Sul, litoral do Rio Grande do Norte, onde a turista roraimense morreu nesta quarta-feira (17) ao cair com um quadriciclo, tem um histórico recente de acidentes.

Pelo menos seis acidentes foram registrados desde 2020, a maioria envolvendo o uso de quadriciclo. O ponto também sofreu com desmoronamentos – num deles, uma família inteira morreu, incluindo um bebê de 7 meses.

Os passeios de quadriciclo oferecidos por empresas de turismo são comuns na região, que é um dos pontos turísticos mais conhecidos do estado. Autoridades e especialistas em falésias ressaltaram que o turismo nesses locais é seguro, porém alertam que é preciso estar atento para evitar acidentes.

Em nota sobre o acidente ocorrido, a prefeitura de Pipa lembrou que a atividade de quadriciclo possui legislação regulamentadora desde 2021e que “irá instaurar um processo administrativo com vistas a apurar os fatos ocorridos e sendo o caso, apontar a responsabilidade”. No local onde o acidente aconteceu não havia placas de sinalização informando sobre o perigo.

Ana Carla Silva de Oliveira, vítima fatal do acidente desta quarta-feira, tinha 31 anos e estava de férias no Rio Grande do Norte. A cunhada dela, que também estava no veículo que caiu, está internada em estado grave no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, de acordo com a atualização mais recente da unidade, nesta quinta-feira (18).

Em novembro de 2022, um turista carioca morreu após perder o controler do quadriciclo e cair de uma falésia na praia de Pipa, num trecho conhecido como Chapadão.

Jouber Manhaes tinha 68 anos de idade. Ele estava sozinho no quadriciclo e fazia parte de um grupo que era orientado por um guia de turismo. O acidente aconteceu na primeira parada do passeio, para fotos no local. Os amigos contaram que ele realizava o sonho de conhecer o Nordeste na viagem.

Em julho do ano passado, duas irmãs caíram da falésia e uma delas, de 26 anos, precisou passar por uma cirurgia no antebraço no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. A mais nova, de 15 anos, foi liberada após atendimento no mesmo dia do acidente.

As irmãs caíram de uma altura de cerca de 10 metros e tiveram a queda amenizada por uma vegetação no barranco da falésia, localizada a uma altura de quatro metros, o que não permitiu que elas despencassem até o fim da encosta.

Em novembro de 2021, um turista de Fortaleza, de 19 anos, também despencou de uma altura de 30 metros do Chapadão com um quadriciclo. Ele teve fraturas no fêmur e na coluna, passando por cirurgias após ser socorrido.

Funcionários da Unidade Mista de Saúde de Tibau do Sul, que prestaram o primeiro atendimento, consideraram um “milagre” o rapaz ter sobrevivido por conta da altura da queda.

  • Turista grávida e namorado caíram durante passeio

Em setembro de 2020, uma turista grávida de um mês e o namorado perderam o controle do quadriciclo e caíram do Chapadão. Os dois eram de João Pessoa (PB) e o veículo era dirigido pelo homem.

O rapaz foi socorrido com escoriações nos ombros, nas pernas e nos braços, enquanto a mulher tinha suspeita de ter quebrado o fêmur.

  • Parte de falésia desabou e matou casal e bebê de 7 meses

Entre os acidentes que não envolveram quadriciclo está a morte de um casal, o filho de 7 meses e o cachorro da família após uma parte da falésia desabar em cima deles na Praia de Pipa. O acidente aconteceu em novembro de 2020.

Hugo Pereira e a mulher, Stella Souza, moravam em Pipa e aproveitavam um dia de folga em família, com o filho Sol e o cachorro. Todos foram soterrados. Stella foi encontrada abraçada ao filho.

O acidente gerou uma série de estudos sobre os riscos das falésias, com interdições de imóveis e a proposição de retirada de casas de restaurantes de alguns trechos.

  • Surfista caiu e foi achado após latidos de cachorro

Em outubro de 2023, o surfista Carlos Henrique, de 41 anos, caiu da falésia na praia de Pipa após ter uma crise de epilepsia e se desequilibrar enquanto passeava com o cachorro, Drick.

O cachorro, então latiu até chamar a atenção de um rapaz que estava ali próximo e encontrou o surfista preso nas pedras. O rapaz chamou a Polícia Militar, que prestou o socorro.

Ele acabou salvo pelos latidos do amigo de estimação. O caso aconteceu por volta das 19h deste domingo (8).

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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