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Faixa alerta sobre risco de assalto e abuso sexual em rua da Zona Leste de Natal

Faixa alerta para risco de assaltos e abusos sexuais em rua de Natal (Foto: cedida)

“Ao entrar neste trecho cuidado! Risco de ser assaltado ou ser molestada sexualmente”. Uma faixa com esse aviso foi colocada pela mãe de uma vítima na Rua Presbítero Arthur Dumaresq, no bairro Alecrim, Zona Leste de Natal. No local, segundo moradores, várias pessoas vêm sendo assaltadas e mulheres sofrem abusos sexuais, desde janeiro deste ano.

Segundo eles, o suspeito é um homem alto, moreno, de olhos castanhos e rosto arredondado que sempre age pilotando uma motocicleta. De acordo com uma das vítimas, ele anuncia o assalto e aproveita a situação para tocar nos seios e outras partes do corpo das mulheres.

A vítima mais recente diz que o homem a assaltou tentou estuprá-la. “Ele pediu o celular e objetos de valor, mas depois disse que não queria. Ficou pegando no meu corpo, nos meus seios”, lembra.

O crime aconteceu na quarta-feira 23 de maio. Em um vídeo captado por câmeras de vigilância, é possível ver apenas um homem de moto se aproximando e cercando a vítima. A estudante de 20 anos não reagiu.

A vítima não sabe se ele estava armado com revólver ou faca. A faixa foi colocada no local pela mãe dela, alertando outras mulheres sobre o perigo de passar por ali.

Segundo a mulher, o homem vem agindo desde janeiro. Depois, que a faixa foi colocada, ela descobriu outras vítimas, mas elas estão com medo de denunciar os casos na delegacia.

Segundo os moradores, esses assaltos acontecem sempre entre as 18h e 20h. As vítimas normalmente são mulheres. Às vezes, o bandido não leva celular, dinheiro ou joias das vítimas, mas toca o corpo delas. Eles contam que o motociclista também age em outras avenidas próximas, também no bairro Alecrim.

“É o mesmo homem. Ele vem de moto, espera as pessoas passarem sozinhas, observa se não vem ninguém e ataca”, diz um morador que prefere não se identificar.

Depois de ver o aviso na faixa e saber do perigo, outras mulheres relatam o medo de passar pela região. É o caso da diarista Lena Arlindo. “Já fui assaltada aqui perto. Os bandidos não tem hora nem dia certo. É qualquer hora”, considera.

A artesã Maria das Graças Medeiros diz que não costuma passar sozinha na rua, justamente por medo. “Eu só rezo pra essa pessoa se arrepender dos crimes que fez”, diz.

A mãe da última vítima pede que outras mulheres criem coragem para denunciar os crimes à Delegacia da Mulher, para que algo seja feito pela segurança no local.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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