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Exportações da China têm maior queda em 2 anos, mas superávit comercial com os EUA cresce

Container com produtos chineses em terminal de Boston, em Massachusetts. — Foto: Brian Snyder/Reuters

As exportações da China caíram inesperadamente pelo ritmo mais forte em dois anos em dezembro, enquanto as importações também contraíram, indicando mais fraqueza na segunda maior economia em 2019 e deterioração da demanda global.

Dados divulgados nesta segunda-feira também mostraram que a China teve em 2018 o maior superávit comercial com os Estados Unidos já registrado, o que pode levar o presidente norte-americano, Donald Trump, a ampliar as ameaças sobre Pequim em sua disputa comercial.

Alguns analistas já especulam que Pequim pode ter que acelerar e intensificar suas políticas de afrouxamento e medidas de estímulo este ano, após a atividade industrial ter encolhido em dezembro.

As exportações da China em dezembro encolheram inesperadamente 4,4% na comparação com o ano anterior, com a demanda na maioria de seus principais mercados enfraquecendo. As importações também surpreenderam, encolhendo 7,6%, em seu maior declínio desde julho de 2016.

Analistas esperavam que o crescimento das exportações desacelerasse a 3%, com as importações avançando 5%.

“Os dados de hoje refletem um fim ao adiamento dos carregamentos e o início dos efeitos de rebote, enquanto a desaceleração global pode também pesar sobre as exportações da China”, escreveram economistas do Nomura em nota, referindo-se ao aumento dos embarques para os EUA durante a maior parte do ano passado, conforme as empresas correram para se antecipar às tarifas.

Os índices acionários chineses fecharam em queda nesta segunda-feira, após os dados redorçarem as preocupações com a desaceleração econômica e a fraqueza na demanda global. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,87%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,71%.

O superávit da China com os EUA aumentou no ano passado em 17,2%, para US$ 323,32 bilhões, o mais elevado já registrado desde 2006, de acordo com cálculos da Reuters baseados em dados da alfândega.

Ponto de Vista

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