Categories: Blog

Expansão de projeto beneficia cerâmicas no Nordeste

Os polos produtores de cerâmica mais rudimentares do Nordeste serão beneficiados com tecnologia para racionalizar o uso da energia nas indústrias e diminuir o impacto ambiental da atividade, reduzindo as emissões de carbono. A partir de maio, o projeto Eficiência Energética em Cerâmicas de Pequeno Porte na América Latina para Mitigar a Mudança Climática (Eela) será expandido para os demais estados da região. A primeira fase do projeto está sendo finalizada neste mês na mesorregião do Seridó, área compreendida entre os estados do Rio Grande do Norte e na Paraíba, onde  são atendidas 140 empresas. A iniciativa é coordenada pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT), órgão ligado ao Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), e executada em parceria com o Sebrae no Rio Grande do Norte.

Para a expansão além dos territórios potiguar e paraibano, serão investidos R$ 1,26 milhão, recurso proveniente da Agência Suíça de Cooperação e Desenvolvimento (Cosude) e da ONG Swisscontact, que patrocinam o projeto em sete países da America Latina, incluindo o Brasil. Em linhas gerais, o projeto leva aos empresários do setor conhecimento e alternativas tecnológicas capazes de tornar a indústria ceramista mais competitiva de forma sustentável. São informações como a de que, substituindo os fornos caipiras por redondos (mais modernos), é possível economizar entre 15% e 20% o consumo de lenha. Além disso, se implantados ventiladores nos fornos, consegue-se uma economia de 17% na queima da biomassa.

Para se ter uma ideia da importância das intervenções desse projeto, basta entender a relação entre o tipo de forno e o consumo de lenha. Praticamente, todos os fornos em funcionamento nas indústrias do Seridó são do tipo caipira, o que gera um consumo mensal de 46,3 metros cúbicos de lenha. Substituindo esses equipamentos por fornos mais modernos, como os de câmara, a queima da lenha cai 52%. A redução estimada no consumo anual de lenha no setor cerâmico do RN seria de 288,5 metros cúbicos sobre os atuais 1,2 milhão de metros cúbicos.

A segunda fase do Eela vai até 2016 e deverá atender cerca de 10 polos produtores em todos os estados, totalizando entre 800 e 900 unidades produtivas, incluindo as da região Seridó. No Ceará, os técnicos do projeto ainda vão identificar as áreas menos assistidas e que receberão as intervenções do projeto. Porém, as ações terão um enfoque mais sistêmico e menos da área de inovação.

Ponto de Vista

Recent Posts

COTAÇÕES DO DIA

DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,0160 DÓLAR TURISMO: R$ 5,2120 EURO: R$ 5,8750 LIBRA: R$ 6,8030 PESO…

2 horas ago

Aposentados e pensionistas do INSS começam a receber 13º nesta sexta

Cerca de 23,3 milhões dos 35,2 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do…

3 horas ago

Pesquisadores defendem caminhos para gestão pública antirracista

Um grupo de sete pesquisadores lança nesta sexta-feira (24), em São Paulo, o livro “Guia da Gestão…

3 horas ago

STF determina atualização anual do valor do mínimo existencial

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nessa quinta-feira (23) determinar a atualização anual do valor…

3 horas ago

Funcionário do governo dos EUA deixa o Brasil após Itamaraty aplicar reciprocidade

Um funcionário do governo dos Estados Unidos que atuava no Brasil deixou o país após o Ministério das…

3 horas ago

Cartão Jaé lança edição comemorativa do show de Shakira em Copacabana

O cartão Jaé lançou, nesta sexta-feira (24), uma edição comemorativa em homenagem ao show da…

3 horas ago

This website uses cookies.