EXERCÍCIOS TERAPÊUTICOS – Cinthia Moreno

EXERCÍCIOS TERAPÊUTICOS –

A reabilitação física de uma criança ou adolescente, através de exercícios terapêuticos, é muito mais do que promover o aumento de força muscular, recuperar a mobilidade comprometida ou melhorar a coordenação motora deficiente. Todos os aspectos da função física (força, resistência, mobilidade, coordenação, estabilidade e equilíbrio) podem ser melhorados ou restaurados, através da fisioterapia. No entanto, qual é a finalidade, quando a criança tem câncer e está em tratamento? Ela precisa de exercícios? É melhor ficar de repouso?

Os exercícios terapêuticos promovem o tratamento ou prevenção de deficiências causadas pelo câncer ou por seu tratamento, além de melhorar, restaurar ou potencializar a função física. Também previnem fatores de risco ligados à saúde, otimizando o estado de saúde geral, contribuindo para sensação de bem-estar. Tudo isso é feito para que a criança ou adolescente tenha participação nas mais diversas situações de sua vida real, como ir à escola ou brincar com os amigos.

Voltar a frequentar a escola, por exemplo, é algo que exige mobilidade. Alguns pacientes dizem que só voltarão às aulas, quando andarem sozinhos com independência. Contudo, o fato de não conseguir realizar essa tarefa, não é motivo para limitar a participação. É muito importante estimular, para que ele, junto com a família, aceite alguns facilitadores da locomoção, como muletas ou cadeira de rodas e, assim, vivencie a rotina escolar.

A socialização com amigos, tanto para crianças como adolescentes, é muito importante. Se não houver uma restrição imposta pelo tratamento, eles devem ser encorajados, inclusive, a participar de atividades recreativas.

Podemos perceber, na prática, que criar estratégias, para que os pacientes, até mesmo os menores em idade, percebam suas capacidades é um fator que contribui, positivamente, para que eles realizem as tarefas físicas de forma prazerosa e participem das mais variadas situações que fazem parte do seu contexto de vida. Essa participação é, também, um dos fatores que contribui para a qualidade de vida, durante todo o processo de tratamento contra o câncer. Por isso, deve fazer parte dos objetivos da reabilitação.

 

 

 

 

 

Cinthia Moreno – Fisioterapeuta da Casa Durval Paiva, CREFITO 83476-F

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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