Nas duas denúncias criminais divulgadas nesta sexta-feira (6) em que o Ministério Público Federal acusa 20 investigados de duas fases da Operação Lava Jato, a força-tarefa da Lava Jato diz que o ex-senador Gim Argello (PTB-DF) “solicitou e recebeu pagamentos indevidos para interferir nos trabalhos de CPIs (da Petrobras) no ano de 2014”. Em uma das denúncias, entre os novos acusados por corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução à investigação, além do ex-senador Gim Argello, estão os empreiteiros Marcelo Odebrecht, Ricardo Pessoa e Léo Pinheiro e outros seis investigados. “Ficou comprovado que o ex-senador e pessoas próximas, em conluio com dirigentes de empreiteiras envolvidas no megaesquema criminoso instalado na Petrobras acertaram e promoveram o pagamento de vantagens indevidas entre os meses de abril e dezembro de 2014 com o objetivo de obstruir os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada no Senado e da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Senado e na Câmara dos Deputados”, diz nota da força-tarefa. As CPIs haviam sido abertas para investigar supostos crimes contra a Petrobras.
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