O ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, foi solto nessa quinta-feira (19) após ser preso sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público. Ele foi fotografado pela agência Reuters no banco de trás de um carro, com as mãos cruzadas, ao sair de uma delegacia no Reino Unido.
Andrew permaneceu detido por cerca de 11 horas. As autoridades afirmaram que o ex-príncipe “foi liberado enquanto as investigações continuam”. Segundo a polícia, buscas continuam em um endereço ligado a ele.
A prisão ocorreu uma semana após autoridades britânicas abrirem investigação para apurar se Andrew enviou relatórios confidenciais a Jeffrey Epstein enquanto atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.
Andrew também foi acusado de agressão sexual por Virginia Giuffre, testemunha central do caso Epstein, quando ela ainda era menor de idade. Giuffre tirou a própria vida na Austrália, em abril de 2025. Ela morreu aos 41 anos.
O ex-príncipe nega todas as acusações, tanto as relacionadas ao envio de informações confidenciais quanto as de agressão sexual.
A polícia informou que realizou buscas em dois endereços ligados ao ex-príncipe: um em Berkshire, a oeste de Londres, e outro em Norfolk, no leste da Inglaterra. Agentes locais confirmaram apoio às operações.
“Após uma avaliação minuciosa, abrimos uma investigação sobre esta alegação de má conduta no exercício de cargo público. É importante proteger a integridade e a objetividade da apuração enquanto trabalhamos com nossos parceiros”, afirmou o subchefe de polícia Oliver Wright.
Durante a manhã, a polícia do Vale do Tâmisa informou que prendeu um homem na casa dos 60 anos com “motivos razoáveis para suspeitar que um crime ocorreu”. O nome do suspeito não foi divulgado oficialmente, sob a justificativa de proteger a identidade do preso.
Mais tarde, a BBC publicou uma reportagem afirmando que o preso era o ex-príncipe Andrew. A informação também acabou sendo confirmada pela família real britânica.
Em comunicado, o rei Charles III afirmou ter recebido a notícia “com preocupação”, mas declarou que a polícia tem o apoio da família real e que “a lei precisa seguir seu curso”. Segundo a BBC, o monarca não foi avisado previamente sobre a prisão.
O príncipe William e a princesa Kate também apoiam a posição do rei, de acordo com o serviço de imprensa real.
Ainda de acordo com a BBC, caso o ex-príncipe seja considerado culpado de má conduta no exercício de cargo público, ele pode ser condenado à prisão perpétua.
Os laços entre Andrew e Epstein, revelados por arquivos do caso divulgados nos Estados Unidos, colocaram a família real britânica sob pressão. O príncipe William e a princesa Kate disseram na semana passada que estão “profundamente preocupados” com as revelações.
Em outubro do ano passado, Andrew foi destituído de todos os títulos reais por decisão do rei Charles III, após novas revelações sobre a amizade com Epstein. Ele também “foi expulso” da residência oficial em Windsor e se mudou para uma casa de campo em Sandringham.
A polícia britânica abriu investigações após as revelações do caso virem à tona e apontarem possíveis conexões com o Reino Unido. Autoridades pediram nesta semana que testemunhas denunciem casos de tráfico de mulheres.
Fonte: G1
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