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Espanha recusa convite de Trump para fazer parte do ‘Conselho da Paz’; veja lista de quem mais declinou

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, discursa durante uma coletiva de imprensa após participar de uma cúpula especial de líderes da União Europeia — Foto: REUTERS/Yves Herman

A Espanha recusou o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para fazer parte do “Conselho da Paz” criado por Trump.

O anúncio, foi feito pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, engrossa a lista de países que já recusaram a participação no conselho, uma estrutura criada por Trump para monitorar a paz na Faixa de Gaza e em outras regiões do mundo, além de coordenar a reconstrução do território palestino.

“Agradecemos o convite, mas recusamos”, afirmou Sánchez.

Para justificar a recusa, o premiê espanhol citou a “coerência com o compromisso de Madri com o direito internacional, a ONU e o multilateralismo” como os principais motivos para a recusa em participar — a criação do conselho vem sendo vista por parte da diplomacia mundial como uma tentativa de esvaziar a ONU, o principal órgão multilateral do mundo.

Sánchez também criticou o fato do conselho não incluir a Autoridade Palestina.

Quem aceitou, recusou e ainda não respondeu

Cerca de 60 países foram convidados por Trump para participar do Conselho da Paza.

Veja, abaixo, os países que farão parte do Conselho da Paz:

  • Armênia
  • Arábia Saudita
  • Argentina
  • Azerbaijão
  • Bahrein
  • Belarus
  • Bulgária
  • Catar
  • Cazaquistão
  • Egito
  • Emirados Árabes Unidos
  • Hungria
  • Indonésia
  • Israel
  • Jordânia
  • Kosovo
  • Marrocos
  • Mongólia
  • Paquistão
  • Paraguai
  • Turquia
  • Uzbequistão
  • Vietnã

 

Já declararam que não vão aderir ao órgão:

  • França;
  • Noruega;
  • Eslovênia;
  • Suécia;
  • Espanha.

 

E ainda não responderam ao convite de Trump:

  • Brasil
  • Reino Unido
  • China
  • Croácia
  • Alemanha
  • Itália
  • Rússia
  • Singapura
  • Ucrânia

Lançamento em Davos

Com críticas à Organização das Nações Unidas (ONU) e um plano para reconstruir a Faixa de Gaza com uma fila de arranha-céus, Trump lançou oficialmente nesta quinta-feira (22) seu “Conselho da Paz”.

➡️ Criada por seu governo para supervisionar a paz na Faixa de Gaza e reconstruir o território palestino, a estrutura é vista por parte da comunidade internacional como uma tentativa de esvaziar a ONU.

Em cerimônia dentro do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Trump disse que seu conselho terá aval “para fazer tudo o que quisermos” não só em Gaza, e seu governo também apresentou um plano de reconstrução que chamou de “Nova Gaza”.

“Quando esse conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas”, disse Trump, que será o presidente vitalício do órgão e o único com poder de veto.

 

Cerca de 30 dos 60 líderes mundiais que aceitaram participar do conselho participaram da cerimônia, como o presidente argentino, Javier Milei — o presidente Lula foi convidado para integrar o Conselho da Paz, mas ainda não respondeu ao convite. Nenhum grande aliado ocidental estava no lançamento.

Em discurso na cerimônia, Trump disse ser um “dia muito empolgante” e voltou a criticar a ONU — que críticos dizem que Trump quer substituir com a criação de seu “Conselho da Paz”.

“Eu nunca nem falei com a ONU. Eles tinham um potencial tremendo”, afirmou Trump. No entanto, ele disse que seu conselho dialogará “com muitos outros, incluindo a ONU”.

 

Ele disse ainda que o conselho não se dedicará apenas a Gaza, mas começará pelo território palestino, que ele disse que será “desmilitarizado e lindamente reconstruído”.

A criação do conselho estava prevista na segunda fase do acordo de paz mediado pelos EUA e assinado por Israel e pelo grupo terrorista Hamas, em outubro do ano passado.

O plano de paz, divulgado pela Casa Branca no fim de setembro, tem 20 pontos e prevê a Faixa de Gaza como uma zona livre de grupos armados e sob o comando de um governo de transição, formado por um comitê palestino tecnocrático e apolítico, que será supervisionado pelo conselho.

A entidade “ajudará a apoiar uma governança eficaz e a prestação de serviços de alto nível que promovam a paz, a estabilidade e a prosperidade do povo de Gaza”, anunciou a Casa Branca.

Donald Trump será o presidente inaugural. Com amplos poderes, ele terá a palavra final em votações, pode escolher os países que deseja convidar e também pode revogar a participação de quem o desagradar.

De acordo com o projeto de estatuto do conselho, quem quiser fazer parte do grupo exercerá mandatos de três anos, mas uma taxa bilionária garante a permanência fixa.

“Cada Estado-membro cumprirá um mandato de no máximo três anos a partir da data de entrada em vigor desta Carta, renovável pelo presidente. Este mandato de três anos não se aplicará aos Estados-membros que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão em dinheiro para o Conselho da Paz no primeiro ano”, diz o documento.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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