ENSINO HÍBRIDO: UMA METODOLOGIA PARA OS JOGOS TEATRAIS NA CLASSE HOSPITALAR – Sandra Fernandes da Costa

ENSINO HÍBRIDO: UMA METODOLOGIA PARA OS JOGOS TEATRAIS NA CLASSE HOSPITALAR – 

O contexto atual, em virtude da pandemia do Coronavírus (Covid-19), impôs a necessidade de reorganização das atividades presenciais nas instituições de ensino e mudanças nas práticas educacionais, em todo o país. Com isso, professores e alunos tiveram que se acostumar e se reinventar, na forma de aprender e de ensinar, com aulas online e videoaulas, entre outras ferramentas. Os educadores se viram diante de novos desafios, aos quais estavam pouco ou nada preparados.

Dessa forma, o ensino híbrido vem se consolidando como uma tendência, através de uma metodologia que combina aprendizado presencial e propostas de ensino online, mesclando momentos em que o aluno estuda com mediação do professor, de maneira virtual, com outros em que a aprendizagem ocorre de forma presencial, valorizando a interação entre pares e entre aluno e professor.

Na Casa Durval Paiva, o setor educacional adotou essa metodologia de ensino híbrido, para execução da oficina de teatro, levando em consideração a reorganização das atividades pedagógicas com crianças, adolescentes e acompanhantes, que são cadastrados na instituição, como atividade do projeto “Arte Viva: conhecendo e vivendo sem as drogas”.

A metodologia de ensino híbrido, para execução dessa oficina, veio como uma importante ferramenta, que visa contemplar os alunos/pacientes, em vigência do tratamento oncológico, hospedados na Casa de Apoio, de forma presencial. Já os pacientes hospitalizados ou os que cumprem o isolamento social, em virtude da manutenção do tratamento nas suas residências, participam de forma remota, duas vezes por semana.

A metodologia dos jogos teatrais, propostos por Augusto Boal (1970), através da utilização do “Teatro Fórum” ou “Teatro do Oprimido”, foi uma maneira de unir a arte à vida, permitindo ampliar a forma de alcançar o público alvo da instituição, dentro da realidade de cada um. Além disso, proporcionou o desenvolvimento social, em um ambiente onde ele pudesse manifestar seus sentimentos e emoções, de maneira segura, e tivesse a noção da importância de suas atitudes e do seu papel social, frente à solução dos conflitos, advindos de sua realidade social.

Acredita-se que, pós-pandemia, o ensino híbrido não deixará de existir, mesmo de maneira complementar, pois uma nova porta para aprendizagem foi aberta. Sabe-se que, na educação, nada substitui a interação, o olho no olho, o vínculo afetivo, contudo, com o surgimento da Covid-19, tornou-se necessário investir em novas opções do serviço de ensino e da aprendizagem. Por isso, a importância desse formato híbrido.

 

 

 

Sandra Fernandes da Costa – Coordenadora Pedagógica da Casa Durval Paiva

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
Ponto de Vista

Recent Posts

COTAÇÕES DO DIA

DÓLAR COMERCIAL: R$ 4,9720 DÓLAR TURISMO: R$ 5,1740 EURO: R$ 5,8410 LIBRA: R$ 6,7600 PESO…

21 horas ago

Obra da Caern mantém trecho da Avenida João Medeiros Filho interditado em Natal

Duas semanas após uma cratera se abrir na Avenida João Medeiros Filho, uma das principais da…

21 horas ago

Morre aos 105 anos ex-combatente brasileiro da Segunda Guerra Mundial

Morreu aos 105 anos, Altair Pinto Alaluna, um dos últimos ex-combatentes vivos da Segunda Guerra…

21 horas ago

PONTO DE VISTA ESPORTE – Leila de Melo

  1- O ABC Futebol Clube venceu por 1 a 0 no Estádio Marizão, em…

22 horas ago

Fim de semana: Inmet emite alertas laranja e amarelo de chuvas para todo o RN

A previsão é de mais chuvas no Rio Grande do Norte nos próximos dias, segundo…

22 horas ago

Mega-Sena, concurso 3.000: prêmio acumula e vai a R$ 115 milhões

O sorteio do concurso 3.000 da Mega-Sena foi realizado na noite desse sábado (25), em São…

22 horas ago

This website uses cookies.