A série cômica de terror levou o maior número de troféus, com seis no total — entre eles, melhor comédia. Já o ator galês se tornou o primeiro homem a ganhar duas das principais categorias de atuação na mesma noite.
Entre os dramas, “The Pitt” confirmou o favoritismo e venceu como melhor drama, mas não foi dominante como se esperava. No fim, a série ficou com o mesmo número de categorias que “Pluribus”, duas cada.
A maior premiação da televisão americana teve apresentação da atriz Mariska Hargitay, de “Law & Order: Special Victims Unit”, que fez um ótimo trabalho ao representar o lado mais veterano da TV dos EUA com carisma e bom humor.
“O segredo de Widow’s Bay” chegou à premiação como favorito entre as comédias após vencer oito prêmios em categorias técnicas, anunciadas nos dias 5 e 6 — mesmo após ficar atrás de “Hacks” em número total de indicações.
No fim, dominou completamente as categorias de comédia, como vencedora de melhor série, melhor ator (Rhys), melhores coadjuvantes (Stephen Root e Kate O’Flynn) e melhores direção e roteiro.
A única exceção foi Jean Smart, de “Hacks”, que ganhou como melhor atriz em comédia e se tornou a primeira mulher na história a ganhar um Emmy para cada uma das temporadas de sua série. Ela também empatou com Julia Louis-Dreyfus e Cloris Leachman como recordistas históricas. As três têm oito, no total.
Por falar em marcas inéditas, Rhys chegou à sua ao vencer também como melhor ator em minissérie, por “The beast in me”, em uma das primeiras e diversas surpresas da noite.
“The Pitt” talvez tenha sido o maior prejudicado pelo próprio favoritismo imenso entre os dramas — provocado, em parte, pelas 25 indicações totais recebidas. E até o comprovou onde importava, como em melhor série e em melhor ator (Noah Wyle).
Com múltiplas indicações nas mesmas categorias de atuações coadjuvantes, a série médica viu favoritos de seu elenco serem superados por Allison Janney (‘The Diplomat”) e Tom Pelphrey (“Task”).
Empatada com “The Pitt” (e com Rhys), “Pluribus” saiu ganhadora de melhor atriz (a finalmente recompensada Rhea Seehorn) e melhor roteiro.
No meio disso tudo, o Emmy 2026 ainda teve tempo para a britânica “Slow Horses” ganhar seu prêmio aleatório anual com a melhor direção de drama.
Com um ritmo rápido, a premiação precisou tocar poucas vezes a deselegante música para cortar discursos de premiados. Tanto que chegou às três últimas categorias com quase um terço para queimar de suas três horas de duração previstas.
A velocidade não chegou a parecer acelerada demais, no entanto. Em parte, graças ao bom trabalho de Hargitay e dos bons pareamentos de apresentadores, em sua maioria representantes de algum marco histórico da TV.
A veterana brilhou em especial ao brincar com sua presença constante na televisão americana nas últimas duas décadas, como quando fingiu não saber pronunciar “finale” (os últimos episódios de séries). “Special Victims Unit” está para estrear sua 28ª temporada — e não mostra sinais de que pensa em parar.
As exceções foram os dois números musicais puxados pela atriz, que tentaram fazer piada de alguns clichês da mídia, mas que não passaram do “cringe”, como dizem os jovens.
A Academia da TV americana ainda encontrou tempo para premiar “DTF St. Louis” como melhor minissérie ou antologia, ampliar o reinado de “Traitor” como melhor programa de competição e se despedir do talk show “The Late Show With Stephen Colbert” como melhor programa de variedades.
Veja abaixo a lista completa dos vencedores:
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