A fabricante de aeronaves Embraer entregou, na manhã desta quarta-feira (4), o primeiro jato E190-E2 à companhia norueguesa Widerøe. A ‘estreia’ do modelo em voos comerciais está prevista para o próximo dia 24. (veja vídeo acima)
Um evento, na sede da empresa em São José dos Campos (SP), contou com a participação do CEO presidente da Embraer, Paulo de Souza e Silva; e representantes da companhia.
O E190-E2 vai ser o primeiro avião com motor a jato operado pela Widerøe. A frota da empresa, que é a maior da Escandinávia e opera desde 1934, é composta por turbo-hélices. O contrato prevê três pedidos firmes para o modelo E190-E2 e direitos de compra para outras 12 aeronaves da família E2 – ao valor de US$ 55,8 milhões cada jato
Em discurso aos funcionários, o presidente da Embraer destacou a eficiência da aeronave. “A entrega desta aeronave representa uma nova era à Embraer, nos deixa entrar em novas mercados. É realmente um momento importante para a empresa. Nos somos líderes nesse mercado [aviação regional] e o modelo chega forte, com eficiência e maturidade. Vai ser um grande sucesso”, analisou o presidente da Embraer.
A Embraer é líder no segmento de até 130 lugares. Com a chegada do E190-E2, a fabricante espera se aproximar de gigantes do mercado. O modelo comporta até 146 lugares. Os aviões entregues à Widerøe têm 114 assentos distribuídos em classe única.
Sobre as negociações para fusão da fabricante brasileira com a gigante americana Boeing, o presidente da Embraer disse que as tratativas com o governo continuam. “A saída do ministro Jungman não atrapalhou. A gente continua tendo reuniões, é um grupo trabalha muito bem. As tratativas com o governo continuam muito bem, mas é uma relação complexa. Não temos previsão de quando a eventual fusão vai acontecer. Seria uma operação boa, mas não essencial à Embraer”, avaliou.
A aeronave recebeu certificação da Anac e de agências internacionais para voar em fevereiro. O voo de teste do modelo foi em 2016.
A embraer informou que tem 280 aeronaves comercializadas, considerando pedidos firmes (encomendas) e os direitos de compra negociados.
Segundo a empresa, as principais mudanças, em relação à primeira família de jatos comerciais da fabricante, são na asa e no motor. Além disso, as novas tecnologias e sistemas na cabine de comando tornaram o avião mais seguro. Os jatos terão eficiência econômica maior, com 17% de redução nos gastos com combustível e menor emissão de gás carbônico.
Fonte: G1
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