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Em uma semana, Brasil registrou 9 vezes mais internações por problemas respiratórios que a média, aponta Fiocruz

O Brasil teve, na semana passada, 9 vezes o número de internações por insuficiência respiratória grave do que a média histórica semanal registrada para este período do ano, apontou estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado na quinta-feira (26).

De acordo com a pesquisa, na semana entre os dias 15 e 21 de março, 2.250 pessoas foram internadas com a síndrome respiratória aguda grave. A média semanal em outros anos era de 250 a 300 internações para os meses de fevereiro e março.

A síndrome respiratória aguda grave pode ser causada por vários tipos de vírus, entre eles o novo coronavírus. Para o pesquisador Marcelo Gomes, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, muitos desses casos devem ser de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

“[O estudo] sugere que isso pode já estar associado à circulação do novo coronavírus, mas só vamos saber quando saírem os resultados laboratoriais”, afirmou Gomes.

Gomes também destacou a importância das medidas de isolamento social para amenizar a disseminação do vírus.

Nas 13 primeiras semanas do ano, segundo o Ministério da Saúde, 11.257 pessoas foram internadas por síndrome respiratória aguda grave no Brasil. Dessas, 391 tinham Covid-19, e 341 eram consideradas casos graves.

Com 3 mil casos de Covid-19até esta sexta-feira (27), o Brasil ainda deve ver um aumento grande no número de infectados em abril.

Abril também é o mês em que, historicamente, aumenta muito o número de casos de dengue e gripe no país.

“Nós estamos com três epidemias simultâneas – dengue, coronavírus e influenza – próximas do seu pico. Aproveitem que estão em casa e limpem o quintal, eliminem focos de dengue e vacinem-se de acordo com o calendário”, pediu Oliveira.

Estrutura

Para melhorar a estrutura dos hospitais, o governo diz que 540 novos leitos de UTI já estão sendo instalados, e outros 1,5 mil estarão disponíveis para distribuição de acordo com a demanda dos estados.

Também na quinta (26), o Ministério da Saúde publicou uma edição extra do Diário Oficial com um chamamento para que empresas interessadas forneçam 15 mil ventiladores pulmonares e 5 mil camas motorizadas de forma emergencial.

A pasta diz que ainda não é possível fazer uma avaliação sobre o efeito das medidas de distanciamento social que foram adotadas em quase todo o país, porque ainda é o início da epidemia. “Mas eu não tenho dúvidas de que essas medidas irão influenciar de alguma maneira”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira.

O governo também proibiu, por 30 dias, o desembarque de estrangeiros no país por meio de portos. A medida completa as restrições já impostas nas fronteiras terrestres e nos aeroportos.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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