O Rio Grande do Norte tem atualmente o dobro de pacientes internados em estado do grave em comparação com o mês passado. De acordo com dados dessa quinta-feira (18) da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), 251 pacientes estão em leitos com estado grave. Em maio, esse número era de 125.
O aumento ocasionou a lotação de várias unidades de saúde no estado. Os hospitais públicos de Natal estão com 100% de ocupação atualmente, de acordo com dados da plataforma Regula RN, que monitora a situação dos leitos em todo o estado em tempo real.
Consultada às 19h30 dessa quinta-feira (18), a plataforma apontou ainda que 87 pessoas aguardam na fila da regulação por leitos de UTI em todo o estado.
Outro problema que o estado tem enfrentado é com a falta de ambulâncias. Isso porque várias delas permanecem horas paradas em frente a unidades de saúde que não possuem vagas. “Prende uma ambulância, prende o nosso serviço. Fica tudo acumulado, fica juntando o número de fichas de atendimento e com isso a espera demora mais ainda”, falou Wilma Dantas, coordenadora do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do RN.
Nessa quinta-feira (18), o Governo do RN anunciou Chamamento Público Emergencial para contratar até 100 novos leitos, sendo 80 leitos de UTI e 20 leitos clínicos de retaguarda junto à rede privada. Esses leitos serão para atendimentos de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em casos de Covid-19.
O edital prevê também a contratação de hospitais da rede privada especializados em terapia intensiva, para gestão e operacionalização, na sede da contratada, de leitos de UTI para adultos e de retaguarda de enfermaria clínica que não sejam pacientes com Covid-19.
O edital também visa a contratação emergencial de serviço de transporte sanitário em ambulâncias, incluindo equipe de profissionais, materiais de proteção individual e equipamentos para oferecer Suporte Avançado de Cida (SAV) e garantir a transferência dos usuários com sintomas graves da Covid-19.
“A principal função do Samu é levar pessoas da rua ou de casa para os hospitais. Entre hospitais, entre regiões, esse transporte tem que ser um transporte sanitário, preferencialmente, e por isso que a contratação foi imprescindível”, disse Petrônio Spinelli.
Fonte: G1RN
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