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Em 10 anos, governo de SP deixou de usar 42% da verba contra enchentes

Em dez anos, o governo do estado de São Paulo deixou de usar 42% da verba contra enchentes no estado de São Paulo, o equivalente a mais de R$ 2,5 bilhões do montante orçado.

Segundo levantamento feito pela GloboNews, entre 2010 e 2019, foram usados somente R$ 3,6 bilhões dos R$ 6,2 bilhões previstos para serem investidos em ações preventivas.

O valor corresponde a 58% do orçamento estimado para período. A análise foi feita com base na execução orçamentária disponibilizada pela Secretaria Estadual de Fazenda e Planejamento.

Em nota, a gestão do governo Doria informou, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, que o orçamento de 2019 foi elaborado pela gestão anterior, e que o valor orçado “não significa que está disponível para investimento, uma vez que não prevê frustração de receitas e subestima despesas de custeio.”

O texto diz que o valor orçado para combater enchentes no estado foi de R$ 364,7 milhões – dos quais os R$ 220,2 milhões disponíveis foram executados.

A gestão de João Doria ainda alega que “foi necessário revisar projetos e desapropriações sob responsabilidade dos municípios. O orçamento elaborado pela atual gestão prevê o investimento de R$439,9 milhões em 2020”.

Na avaliação do governo, o orçamento citado pela reportagem “não prevê obras de saneamento executadas pela SABESP que investiu mais de R$3 bilhões em saneamento básico no ano passado e deverá investir mais R$ 3,6 bilhões neste ano.”

Também questionado pela reportagem, o ex-governador Marcio França (PSB) disse que nos oito meses da gestão, ‘mesmo com restrições legais do ano eleitoral e orçamento fechado pelo antecessor, foi possível fazer o maior investimento em números absolutos do período” e ressaltou que “tais obras são de competência municipal”.

Procurado, ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) não se manifestou.

Caos

A chuva forte que atingiu São Paulo a partir do fim da tarde deste domingo (9) provocou destruição e caos. A tempestade fez rios transbordarem, causou dezenas de alagamentos, deslizamentos e travou a cidade.

A Ponte das Bandeiras, na Marginal Tietê, por exemplo, chegou a ficar cerca de 17 horas alagada. Bairros da Zona Norte, como a Vila Guilherme, e a Vila Leopoldina, na Zona Oeste da cidade, estão entre os inúmeros prejudicados. A Avenida Mofarrej, na Zona Oeste, foi a última a ser liberada.

A via ficou mais de 24 interditada por conta de alagamentos intransitáveis.

A circulação dos transportes públicos (ônibus, metrô e trens) ficou comprometida, e a Prefeitura suspendeu o rodízio de veículos nesta segunda e terça.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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