O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) conclui a assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais que serão usados nas eleições de outubro (José Cruz/Agência Brasil)
As mulheres representam 34,9% das candidaturas às vagas nas câmaras municipais do Rio Grande do Norte nas eleições de 2020. O percentual é pouco maior que o registrado em 2016, quando ficou em 33,4%. Na disputa às prefeituras, no entanto, a representatividade é menor: são duas mulheres a cada 10 candidatos, segundo os dados da Justiça Eleitoral.
Ao todo, considerando-se as mais de 10,4 mil candidaturas a prefeito, vice-prefeito e vereador, as mulheres formam 33,9% das candidaturas no estado. Ou seja, continuam minoria, mesmo representando a maior parte (52,8%) do eleitorado no estado. São 3.555 candidatas mulheres e 6.925 candidatos homens registrados no Tribunal Regional Eleitoral.
O percentual total de candidatas cresceu pouco em relação às ultimas eleições municipais de 2016, quando elas representavam 32,5% das candidaturas no estado. Já as candidaturas ao legislativo tiveram queda percentual. Elas eram 22% dos candidatos a prefeito em 2016 – 47 mulheres foram eleitas prefeitas de cidades potiguares. Neste ano, são 20,5%.
Os números podem mudar, porque a maioria das candidaturas registradas ainda não foram julgadas pela Justiça Eleitoral. Porém há pelo menos 44 candidaturas femininas e 69 masculinas consideradas inaptas até esta segunda-feira (19).
Ao todo, em 2020, o estado tem 105 mulheres que se candidataram a prefeita, 144 a vice-prefeita e 3.306 a vereadora. Desde 1997, a lei eleitoral brasileira determina que os partidos respeitem a cota mínima de 30% de mulheres na lista de candidatos para a Câmara dos Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras municipais.
No entanto, a regra praticamente não era colocada em prática até 2012, quando os partidos começaram a ser punidos. Caso não cumpram a lei, as legendas podem ter todos os seus candidatos impugnados (contestados) ou ser notificadas a ajustar o quanto antes a composição.
As eleições de 2020 também são o primeiro pleito municipal em que existe cota financeira para as candidaturas femininas. Os partidos devem repassar 30% dos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral para as suas candidatas mulheres.
Ao todo, dos 31 partidos que registraram candidaturas no Rio Grande do Norte, apenas um, o PSTU, registrou mais candidaturas femininas que masculinas. Foram seis candidatas mulheres e cinco homens.
Na disputa aos cargos no Poder Executivo, onde não há cotas, as mulheres representam 20,5% das candidaturas às prefeituras e 27,9% das candidaturas às vices-prefeituras potiguares. No entanto, há pelo menos três mulheres que, antes mesmo da abertura da votação, só precisam de seus próprios votos para se elegerem prefeitas em Frutuoso Gomes, Serrinha dos Pintos e Tenente Ananias, no Alto Oeste potiguar.
As três são as únicas candidatas à prefeitura em três dos quatro municípios do estado que só têm uma chapa concorrendo à prefeitura.
Fonte: G1RN
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