As eleições municipais deste ano já estão na berlinda. Tudo em função da proibição de financiamento empresarial e a fixação de limites de gasto nas campanhas eleitorais, com a motivação maior de se começar a evitar a corrupção eleitoral. Pelo que está posto, os políticos utilizarão apenas os recursos do Fundo Partidário e aqueles provenientes de pessoas físicas. Contudo, o que preocupa é que a redução desse custo é incompatível com a tradição da cultura de gastos milionários na política brasileira. Em 2012 prefeitos e vereadores gastaram pouco mais de R$ 3,5 bilhões. Já em 2016 os 32 partidos políticos terão apenas R$ 867 milhões, provenientes do fundo partidário. Há os que defendem a redução de gastos e campanhas mais modestas, mas alguns duvidam dessa possibilidade. Para muitos, as novas regras poderão gerar um efeito oposto ao que se pretende, ou seja, poderão aumentar os recursos não contabilizados, o famoso “caixa 2”. O fato é que esta será realmente uma campanha diferente, e servirá no seu final para muitas análises e reflexões. O que faz lembrar uma frase que marcou o saudoso jornalista Jurandy Nóbrega: quem viver, verá!
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