Como ampliar a oferta de crédito sem provocar o endividamento das populações que ganharam poder de compra com o crescimento da economia brasileira? Para os especialistas que participaram do 4º Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira, na capital gaúcha, somente com educação financeira é possível evitar o endividamento.
O tema foi debatido no painel Educação Financeira, Transparência e Proteção ao Usuário de Serviços Financeiros, realizado no ultimo dia 30. O fórum foi uma iniciativa do Banco Central, em parceria com o Sebrae.
Para o presidente da Associação Brasileira de Educação Financeira (Abef), Murilo Portugal, só o conhecimento evitará que o dinheiro tomado por empréstimo junto às instituições financeiras se transforme em uma armadilha no futuro. “O crédito pode ajudar quem não tem dinheiro, mas tem bons projetos. Agora, o bom uso do crédito pressupõe que as pessoas estejam familiarizadas com assuntos financeiros”, disse.
Desde 2010, a associação presidida por ele desenvolve projetos-piloto de orientação sobre o melhor uso dos recursos financeiros. No foco da instituição estão dois públicos prioritários. O primeiro ainda não é cliente por ser composto por crianças e jovens. O outro grupo é formado por mulheres do Programa Bolsa Família e os aposentados, considerados mais vulneráveis na administração dos recursos financeiros.
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