Duas histórias: um sonho, uma verdade

Ana Luíza Rabelo Spencer

No ano de 2015, fomos agraciados pela indústria cinematográfica de Hollywood com duas versões paralelas de uma situação semelhante: O filme Trumbo, que relata a história do roteirista comunista Dalton Trumbo e as perseguições sofridas por ele e outros confrades ideológicos, e o filme A Grande Aposta, que relata a visão de quatro investidores norte-americanos prevendo o início da bolha imobiliária, cuja bancarrota atingiu e ainda repercute negativamente em boa parte do planeta. No ápice da crise, os capitalistas foram demitidos, humilhados, despejados.

Durante a Guerra Fria, ser comunista nos Estados Unidos não era boa posição. Comunistas foram caçados por seus ideais políticos. Passados anos, décadas, atestamos que ser capitalista também não é a solução. Muitos caíram e tantos outros cairão enquanto o mundo girar em conceitos de mais-valia, mão de obra barata e busca incessante por lucros cada vez maiores.

O nosso país atravessa grave crise que, conforme aprendi há pouco tempo com meu amigo Saulo, não é uma crise econômica, mas uma crise financeira, onde aqueles poucos que têm alto poder aquisitivo controlam os mercados para conseguir alcançar seus objetivos, sejam eles acumular mais dividendos ou manipular as políticas governamentais do nosso país.

Ocorre que, enquanto nos curvarmos a ideais mesquinhos, não seremos merecedores de quaisquer formas econômicas. Ainda somos bobos, inocentes, acreditamos que o maior e melhor exemplo de regime governamental é aquele que não possuímos.

Queremos um rei, um primeiro-ministro, um presidente, um ditador. Queremos mudar o que a maioria escolheu. Queremos lutar contra o que nós mesmos escolhemos.

Infelizmente, há muito EU em tudo o que se deseja, de modo que nada servirá a contento enquanto o MEU desejo não for colocado em prática.

É importante entender que a situação na qual estamos hoje é fruto de nossas escolhas e, apenas mudando de dentro para fora, sendo o primeiro a mostrar o nosso exemplo, só então seremos agraciados com o regime econômico ideal.

Até lá, vamos aprender a desapegar. Vamos dividir, vamos compartilhar nossas ações e visões de futuro, pois apenas assim estaremos aptos a entender e praticar a vida em nome do certo, do bom e do juto.

Ana Luíza Rabelo Spencer, advogada (rabelospencer@ymail.com)

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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