A alta do dólar no exterior e as incertezas em relação ao cenário político brasileiro deram suporte à alta do dólar ante o real nesta sexta-feira (16). A moeda americana à vista negociada no balcão subiu 1,05%, aos R$ 3,8400, interrompendo uma série de duas sessões de perdas. Na semana, houve alta acumulada de +2,64%.
O dólar operou em alta durante todo o dia no Brasil, em sintonia com o exterior. Após as perdas recentes, a moeda americana recuperava espaço ante as divisas de países emergentes e de exportadores de commodities. Isso ocorria a despeito de, no mercado global, predominar a percepção de que a alta de juros nos EUA ocorrerá apenas mais à frente, talvez em 2016.
No Brasil, os investidores reagiam negativamente às notícias de que Levy pode ser demitido. Ainda mais porque não se sabe quem poderia substituí-lo e, pior, se a atual política de ajuste fiscal continuaria. Ao mesmo tempo, foi mal recebida a informação de que o governo pode alterar a meta fiscal para 2015. Neste cenário, a divisa dos EUA negociada no balcão marcou a mínima de R$ 3,8110 (+0,29%) às 10h30, para depois indicar uma máxima de R$ 3,8590 (+1,55%) às 11h23.
À tarde, houve certa acomodação, mesmo porque a liquidez diminuiu. Perto das 16h30, o giro à vista de dólares, conforme a clearing de câmbio da BM&FBovespa, estava em US$ 1,407 bilhão, sendo US$ 1,087 bilhão em D+2. No mercado futuro, que fecha apenas às 18 horas, o dólar para novembro tinha alta de 0,84%, aos R$ 3,8590.
DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,0200 DÓLAR TURISMO: R$ 5,2130 EURO: R$ 5,6230 LIBRA: R$ 6,6610…
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