Dada como certa desde as vésperas do afastamento provisório da presidente Dilma Rousseff, a concretização do impeachment é, hoje, dúvida entre governistas e oposição. O desgaste da gestão de Michel Temer com medidas impopulares, a contínua sangria da Lava Jato, que atinge em cheio a cúpula do PMDB, e a pressão de algumas manifestações de movimentos sociais, poderão provocar mudanças no placar de cassação da petista. Na votação do dia 11 de maio, com a necessidade de maioria simples para que fosse aprovado, o afastamento de Dilma pelo prazo de até 180 dias teve o aval de 55 senadores. Com o risco de Temer perder a cadeira no Palácio do Planalto, o relator do processo na Comissão Processual do Impeachment, senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), tenta acelerar a tramitação para votar o impedimento em julho. O fato é que já há uma acirrada disputa pelos votos no Senado. Pelo menos 38 senadores dos 55 que votaram a favor do impeachment estão seguros da manutenção do voto para cassar Dilma Rousseff, enquanto outros deixam a pergunta no ar. Nos últimos dias, alguns senadores sinalizaram sobre uma possível mudança de voto, o que tem levado parlamentares petistas acharem que os indecisos e os que preferiram não responder às enquetes realizadas nos últimos dias, poderão não repetir o voto.
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