DIAGNÓSTICO PRECOCE DA LEUCEMIA EM PACIENTES PEDIÁTRICOS –
O cirurgião dentista tem um papel fundamental no diagnóstico precoce das leucemias, pois sinais e sintomas podem ocorrer na boca, principalmente, nas fases agudas da doença e, mais frequentes, na leucemia mieloide. A leucemia, é o câncer mais comum na infância, podendo levar rapidamente ao óbito. Os pacientes geralmente procuram o dentista acreditando ser doenças de origem local.
Existem características odontológicas passíveis de identificação precoce da leucemia. Pacientes que ao exame clínico apresentam dentes hígidos, sem focos de cárie, sem presença de biofilme (placa bacteriana), ou seja, uma boa saúde bucal e chegam com uma gengivorragia (sangramento gengival) e uma hiperplasia gengival (gengiva inchada), sendo realizado uma boa anamnese, o dentista já pode suspeitar de uma leucemia monocítica ou mieloide. Havendo essa suspeita, o dentista deve encaminhar o paciente para um pediatra onco-hematológico.
Caso feche o diagnóstico de leucemia precocemente, esse paciente vai ter um tratamento menos invasivo, menos oneroso e com maior chance de cura. A partir do diagnóstico realizado, se faz importante a presença do dentista durante o tratamento e, para isso, ele tem que estar inserido em um centro especializado junto a equipe multiprofissional. O paciente deve receber orientações e medidas preventivas, objetivando promover a saúde bucal e minimizar as complicações orais, antes, durante e após o tratamento oncológico.
A leucemia é o câncer do sangue e se faz importante que o dentista saiba das alterações que se manifestam na cavidade oral, bem como a correta interpretação do resultado de exames complementares, como por exemplo o hemograma. O ideal é que todas as crianças e adolescentes com diagnóstico de uma neoplasia maligna, sejam avaliados quanto às suas condições de saúde bucal antes do início do tratamento oncológico, para que o dentista junto a equipe médica, possa planejar o tratamento odontológico.
Um dos principais objetivos da assistência odontológica ao paciente com câncer, consiste em adequar o meio bucal, visando a eliminar quadros de infecção (cáries, raízes residuais, abscessos, lesões periapicais e doença periodontal), que poderão se agudizar, devido à baixa resistência do paciente, levando a situações clínicas severas, até mesmo septicemia (DIB; CURI, 2002).
Nos casos de leucemia, o tratamento odontológico não pode ser realizado imediatamente ao diagnóstico, pelas condições hematológicas alteradas e maior susceptibilidade a infecções. O paciente passa pela fase de indução que dura em torno de 30 dias, período de uma quimioterapia mais intensiva. Sendo o tratamento adiado entre uma sessão e outra de quimioterapia. Todo e qualquer paciente que irá se submeter ao tratamento oncológico deverá, necessariamente, ser acompanhado pelo dentista.
Simone Norat Campos – Dentista da Casa Durval Paiva – CRO/RN 1784
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