DESUMANIDADE –
Atos de desumanidade sempre foram praticados ao longo da história das civilizações, segundo nos mostram pinturas rupestres, registros em papiros e outras formas arcaicas de comunicação.
A diferença entre ocorrências passados e as que constatamos na atualidade consiste na maneira de veiculação das informações. Porque uma coisa é saber, ouvindo dizer; outra coisa é mediante a clareza da visão, como quando na 2ª Guerra Mundial, nos chocamos com a crueldade perpetrada por nazistas contra judeus.
Este preâmbulo foi premeditado para a narrativa que se segue, a qual abrange cenas de desumanidade cometidas pelo exército de Israel contra mulheres e crianças da faixa de Gaza, na Palestina. São ocorrências condenadas pelo mundo ocidental e explorada com toda propriedade como crudelíssimas.
Trinta mil palestinos já foram mortos e 470 mil estão morrendo por inanição na guerra de Israel contra o Hamas. O lamentável é que o povo judeu esteja usando das mesmas armas com as quais foi subjugado e quase exterminado pelo nazismo.
As cenas de fome e desespero que os telejornais nos mostram são de cortar corações. Pior ainda se focarmos nas crianças e mulheres, vítimas indefesas. A violência das forças armadas de Benjamin Netanyahu, sensibilizou a própria comunidade judia.
Pela primeira vez uma entidade de direitos humanos de Israel abordou o massacre. Eis as palavras de Yuli Novak, diretora da B’Tselem: “O que vemos é um ataque claro e intencional contra civis com o objetivo de destruir um grupo. Acho que todo ser humano precisa se perguntar o que se fazer diante de um genocídio.”
A lei de Talião do “olho por olho dente por dente”, prevista na própria Bíblia Sagrada, que estabelece ser a punição igual ao dano causado, buscando a justiça retributiva, deveria ser aplicada ao autor da agressão. O que não acontece na guerra de Israel contra o Hamas, quando sacrifica por inanição crianças e mulheres.
Assistirmos pela televisão, durante um almoço ou jantar, as cenas macabras de crianças e mulheres, implorando por uma porção de sopa rala para saciar a fome extrema, nos tira o apetite fazendo-nos sentir pessoas deploráveis pela incapacidade de impedir tamanha desumanidade.
A tática de guerra da política de “terra arrasada”, utilizada por Israel, negando ao inimigo acesso vitais como alimentos, água, abrigo e transporte causou estragos inomináveis, provocando sofrimento e dor não tanto aos combatentes, mas à toda população civil desamparada.
Em março deste ano, 147 dos 193 estados membros das Nações Unidas reconheceram a Palestina como um estado soberano, fato esse que incomoda, e muito, Israel, sob o comando de Netanyahu.
No século XX, ditadores se destacaram por atos de desumanidade, dentre outros: Benito Mussolini, na Itália; Adolf Hitler, na Alemanha; Josef Stalin, na Rússia; Saddan Hussein, no Iraque; Mao Tsé Tung, na China; e, Fidel Castro, em Cuba. Será o desejo do senhor Netanyahu encabeçar a lista do século XXI?
Será que a tendência da humanidade é retornar à Idade da Pedra?
José Narcelio Marques Sousa – Engenheiro civil
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