O sistema econômico e social em vigor tem produzido uma situação cada vez mais insuportável para 99% da população mundial. A tendência é o cenário ficar semelhante ao do início do século passado, quando explodiram revoluções que alteraram profundamente os rumos da história. A análise é do professor do Instituto de Economia da UFRJ, João Sicsú, que critica a prática de lucros elevados e o pagamento de impostos, reduzido por parte dos mais ricos, o que que piora a vida de trabalhadores em todos os países, mesmo nos que tinham um “capitalismo mais civilizado” até pouco tempo.
Enquanto investidores e autoridades de Estado manifestam suas preocupações com a possibilidade de uma nova crise mundial, aumenta o fosso entre a parcela dos mais ricos e o resto da população. Relatório da organização Oxfam, chamado Uma economia a serviço de 1%, apontou na última semana que esta disparidade aumentou de forma dramática nos últimos 12 meses. Em 2014, outro relatório da mesma ONG alertava que o número de bilionários tinha dobrado desde a crise de 2008, enquanto se agrava a desigualdade. O culpado era o “fundamentalismo do mercado” que atua em benefício apenas da elite.
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