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Desemprego fica em 11,2% em janeiro e ainda atinge 12 milhões, diz IBGE

A taxa de desemprego no Brasil ficou no 11,2% no trimestre encerrado em janeiro, com a falta de trabalho ainda atingindo 12 milhões de brasileiros, informou nesta sexta-feira (18) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar do mercado de trabalho seguir em trajetória de recuperação no país, o rendimento real do trabalhador segue em queda para todas as categorias. A renda do trabalho diminuiu 1,1% em 3 meses e encolheu 9,7% frente ao mesmo trimestre de 2021, ficando em R$ 2.489 de média. Trata-se do menor rendimento médio da série de trimestres comparáveis.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). No levantamento anterior, referente ao trimestre encerrado em dezembro, a taxa de desemprego estava em 11,1%, atingindo 12 milhões de pessoas. Na mínima histórica, registrada em 2014, chegou a 6,5%.

Embora o desemprego tenha ficado levemente acima do registrada no trimestre encerrado em dezembro (11,1%), o IBGE considera comparáveis apenas os trimestres móveis com um intervalo de 3 meses.

resultado veio um pouco melhor que o esperado. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa de desemprego ficaria em 11,4% no período.

Número de ocupados cresce, mas renda cai

número de ocupados no país atingiu 95,4 milhões de pessoas estavam ocupadas, uma alta de 1,6% (1,5 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior e de 9,4% (8,2 milhões de pessoas) na comparação interanual.

Já o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 55,3%, contra 54,6% no trimestre anterior. Na máxima histórica, em 2012, chegou a 58,4%.

Em meio à queda do rendimento médio do trabalho, a massa de rendimento real habitual ficou em R$ 232,6 bilhões, um recuo de 0,9% em 1 ano.

Aumento do emprego formal

No que diz respeito à informalidade, janeiro registrou 38,5 milhões de trabalhadores informais (40,4% da população ocupada), taxa menor que a do trimestre anterior (40,7%), mas maior que o mesmo período do ano passado (39,2%).

Diferentemente do observado nos últimos meses, quando o trabalho informal e por conta própria puxaram o aumento do número de ocupados no país, o emprego formal foi o destaque.

O número de trabalhadores com carteira assinada subiu para 34,6 milhões, mas ainda distante da máxima de 37,6 milhões registrada em 2014. Já o número de empregados sem carteira atingiu 12,4 milhões e o de trabalhadores por conta própria somou 25,6 milhões.

Apesar do aumento do número de ocupados no país, analistas avaliam que a recuperação do mercado de trabalho tende a perder ritmo em 2022, em razão da inflação persistente, dos juros em alta, impactos da guerra na Ucrânia na economia global e incertezas políticas relacionadas à corrida presidencial.

Outros destaques da pesquisa

  • Número de desempregados (12 milhões de pessoas) diminuiu 6,6% (menos 858 mil pessoas) frente ao trimestre anterior (12,9 milhões de pessoas);
  • População desalentada (que desistiu de procurar emprego) somou 4,8 milhões, com redução de 6,3% (menos 322 mil pessoas) em 3 meses;
  • O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada atingiu 34,6 milhões de pessoas, subindo 2% (681 mil pessoas) em 3 meses;
  • número de empregados sem carteira assinada atingiu 12,4 milhões de pessoas, subindo 3,6% (427 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior;
  • o total de trabalhadores por conta própria somou 25,6 milhões, ficando estável no comparativo com o trimestre anterior, mas saltando 10,3% (mais 2,4 milhões de pessoas) em 1 ano.
  • A população subutilizada foi estimada em 27,8 milhões de pessoas, queda de 7,2% (menos 2,2 milhões) frente ao trimestre anterior;
  • população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas somou 6,9 milhões de pessoas, um recuo de -9,7% (menos 741 mil pessoas) em 3 meses;
  • O aumento da ocupação foi puxado pelo comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (alta de 2,4% o trimestre, ou mais 436 mil pessoas), outros serviços (6,8%, ou mais 310 mil pessoas) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (1,8%, ou mais 282 mil pessoas).

 

Fonte: G1
Ponto de Vista

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