Uma delegação de parlamentares dos Estados Unidos chegou a Taiwan nesse domingo (14) para uma visita de dois dias que contará com um encontro com a presidente Tsai Ing-wen.
Este é o segundo grupo de alto nível que viaja à ilha em meio a crescentes tensões militares com a gigante vizinha, a China.
A delegação de cinco membros, liderada pelo senador democrata Ed Markey, do estado de Massachusetts, se reunirá com líderes de Taiwan para discutir as relações dos Estados Unidos com a ilha, segurança regional, comércio, investimento e outros assuntos, informou o Instituto Americano em Taiwan.
A China, que reivindica o território de Taiwan, vem realizando exercícios militares ao redor da ilha para expressar sua indignação com a visita deste mês a Taipei da presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, pivô de uma das maiores crises recentes entre os EUA e o país asiático.
Neste último sábado (13), o Ministério das Relações Exteriores de Taiwan expressou “sincera gratidão” aos Estados Unidos por terem tomado “ações concretas” para manter a segurança e a paz no Estreito de Taiwan.
De acordo com a agência de notícias Associated Press, também fazem parte da delegação a deputada republicana Aumua Amata Coleman Radewagen, da Samoa Americana, bem como os democratas John Garamendi e Alan Lowenthal, da Califórnia, e Don Beyer, da Virgínia.
O gabinete presidencial de Taiwan disse que o grupo se reunirá com Tsai na manhã da próxima segunda-feira (15).
“Especialmente em um momento em que a China está aumentando as tensões no Estreito de Taiwan e na região com exercícios militares, Markey liderando uma delegação para visitar Taiwan mais uma vez demonstra o firme apoio do Congresso dos Estados Unidos a Taiwan”, afirmou o comunicado.
O gabinete do senador Ed Markey também informou que os parlamentares reafirmarão o apoio dos Estados Unidos a Taiwan e que o grupo se reunirá “com líderes eleitos e membros do setor privado para discutir interesses compartilhados, incluindo a redução das tensões no Estreito de Taiwan e a expansão da cooperação econômica, englobando investimentos em semicondutores”.
Taiwan é uma ilha de 23 milhões de pessoas a 130 quilômetros da costa da China.
Para o gigante asiático, trata-se de uma província rebelde que segue fazendo parte de seu território. Já para o governo de Taiwan, a ilha é um estado independente, gerido por uma Constituição própria.
Os chineses já disseram inclusive que pretendem retomar o território, até mesmo com a força, se necessário.
Ao longo das últimas décadas, no entanto, ambas as partes “estacionaram” suas causas: nem Pequim tentou invadir a ilha, nem Taipei seguiu adiante em seus planos de se tornar independente.
Mas essa estratégia mudou recentemente, desde que o atual presidente chinês, Xi Jinping, em busca da reeleição, voltou a endurecer o discurso contra Taiwan e retomou exercícios militares ao redor da ilha no último ano.
A postura coincidiu com a chegada ao poder, nos Estados Unidos, do democrata Joe Biden, que constantemente se manifesta a favor da independência de Taiwan, um assunto que seu antecessor, Donald Trump, quase não tocava.
Fonte: G1
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