Com 145 solicitações de internação registradas entre o dia 1º de maio e a última segunda-feira (23), a dengue superou doenças como infarto no miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC) e se tornou a segunda maior causa de ocupação de leitos na rede pública de saúde do Rio Grande do Norte.
Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde Pública. Somente a pneumonia causou mais solicitações de internação no período de 23 dias.
Em 36 casos, os pacientes com dengue tiveram febre hemorrágica. Desde o dia 1º, o estado registrou solicitações de internação pela doença todos os dias. O maior volume ocorreu em10 de maio – quando foram solicitados leitos para 13 pacientes.
Quase 59% das solicitações foram registradas na região metropolitana de Natal. Foram 85, ao todo. A segunda região com mais casos foi a de João Câmara, com 17 solicitações.
O portal g1 solicitou à Sesap os dados de internação dos meses anteriores, mas não recebeu os números até a última atualização desta matéria.
Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Sesap nesta terça-feira (24), até o dia 14 de maio, o estado registrou 14.860 casos prováveis de dengue, 4.563 casos prováveis de chikungunya e 1.008 casos prováveis de infecção pelo zika vírus em 2022.
A comparação com o ano anterior demonstra o crescimento do número de casos. Em 2021, considerando o mesmo período, o estado registrou pouco mais de 900 casos de dengue, 1.738 casos prováveis de chikungunya e menos de 100 casos de zika.
O aumento de casos gerou lotação de unidades de saúde de Natal.
No último dia 20 de maio, o governo do estado emitiu um decreto que oficializou situação de emergência em razão da epidemia de dengue no Rio Grande do Norte.
“A medida foi discutida com gestores municipais e representantes do Ministério Público como uma forma de viabilizar medidas de combate à doença no estado. Uma delas será a criação de um comitê para orientação aos municípios sobre a adoção do plano de contingenciamento elaborado pela Sesap”, afirmou a Sesap.
A Sesap reforçou a necessidade de ampliação dos cuidados com a proliferação do Aedes aegypti, como manter os quintais livres de possíveis criadouros do mosquito, limpar vasilhas e reservatórios de água de seus animais, não colocar lixo em terrenos baldios, manter caixas d’água sempre tampadas e cuidar de qualquer local que possa acumular água parada.
Além dos cuidados, o governo recomanda que a população receba a visita do agente de endemias. O decreto estadual autoriza entrada dos servidores em prédios fechados ou abandonados, para realização do trabalho de prevenção e combate ao mosquito.
Fonte: G1RN
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