Depoentes de seis dos processos da Operação Pecado Capital – suposto esquema de desvio de recursos no âmbito do Instituto de Pesos e Medidas do RN (Ipem) – envolveram o nome do deputado estadual Gilson Moura (PROS) como beneficiado direto das fraudes. O parlamentar já havia sido mencionado por diversas ocasiões pelo Ministério Público, autor das denúncias. Os depoimentos foram prestados sob juramento ao juiz da 2ª Vara Criminal da Justiça Federal, Walter Nunes, na presença do procurador da República, Rodrigo Telles. Onze dos acusados optaram pela delação premiada, ou seja, disseram o que sabiam em troca de um possível perdão judicial. Os cinco denunciados concederam os primeiros depoimentos, segundo eles “sob ameaça”, por isso a mentira. “Hoje estou aqui para reparar a vergonha que passei. Eu ia ficar processado por causa de mentira?”, desabafou o agricultor Valmir Garcia.
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