Categories: Blog

Decreto de Trump para restringir entrada de cidadãos de 19 países é mais sofisticado e mantém linhas já aprovadas pela Suprema Corte

Donald Trump se irritou ao ouvir questão sobre expressão ‘Trump Sempre Arrega’, em 28 de maio de 2025 — Foto: REUTERS/Leah Millis

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, resumiu de forma simples o seu decreto restringindo a entrada de cidadãos de 19 países nos EUA, a maioria de origem muçulmana: “Não os queremos.”

Como fachada para justificar a proibição, Trump citou preocupações com a segurança nacional, após o recente ataque terrorista em Boulder, Colorado, praticado pelo egípcio Mohamed Sabry Soliman contra um grupo que pedia a libertação dos reféns israelenses em Gaza.

Curiosamente, o Egito não integra a lista de países visados pelo presidente americano, que mantém laços com o presidente Abdel Fattah al-Sisi, já qualificado por ele como seu ditador favorito. Forte aliado dos EUA no Oriente Médio, o país representa uma das inconsistências deste novo decreto de Trump.

A proibição de entrada para uma dúzia de países e restrições para outros sete começa a vigorar na segunda-feira (9). Com esta medida, Trump reedita, numa versão mais sofisticada, o caótico decreto do início de seu primeiro mandato, em 2017, quando baniu a entrada de viajantes de sete países de origem muçulmana.

Na ocasião, a ordem foi bastante contestada na Justiça e modificada até receber o aval da Suprema Corte. O sucessor Joe Biden revogou o decreto, classificando-o como “uma mancha na consciência nacional”.

Desta vez, o governo tentou se proteger juridicamente de acusações de islamofobia e discriminação por raça e etnia, mantendo a versão semelhante à aplicada pela Suprema Corte. Trump incluiu países não muçulmanos como Haiti, Guiné Equatorial e Mianmar e limitou a entrada de cidadãos de mais sete países, entre eles, Cuba, Venezuela e Laos.

Entre as justificativas que os países relacionados receberam para serem banidos dos EUA estão as ameaças de terror, embora apenas o Irã figure entre os 12 na lista de patrocinadores de terrorismo dos EUA. Trump alega ainda que vários países listados para a proibição de entrada têm procedimentos inconsistentes de verificação de segurança na emissão de passaportes e documentos de viagem e que seus cidadãos ultrapassam o prazo de validade dos vistos nos EUA.

“Não deixaremos que o que aconteceu na Europa ocorra em nosso país”, alegou o presidente. Na lista de Trump, dez dos 19 países estão localizados na África. Em boa parte, suas populações estão sujeitas a conflitos armados e perseguições políticas – razão principal para a busca de refúgio nos EUA.

Mas, ao que parece, esta nova versão de proibições aos indesejados de Trump veio para ficar e será mais difícil de ser derrubada.

Fonte: G1

Ponto de Vista

Recent Posts

COTAÇÕES DO DIA

  DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,0360 DÓLAR TURISMO: R$ 5,2350 EURO: R$ 5,6410 LIBRA: R$ 6,7450…

8 horas ago

Google vai pagar a quem usar menos energia elétrica para aproveitar as sobras em seus data centers

O Google anunciou nessa quarta (22) que vai pagar a moradores e empresas nos Estados…

9 horas ago

PONTO DE VISTA ESPORTE – Leila de Melo

  1- O Flamengo foi eliminado da Libertadores pelo Estudiantes, nessa quinta-feira (22), na disputa…

9 horas ago

Eleições em Israel fazem milhares de israelenses voltarem ao país apenas para votar

Numa disputa eleitoral tão polarizada, cada voto conta e pode ser decisivo para definir o…

9 horas ago

Disque-Eleições: veja como tirar dúvidas sobre o 2º turno das eleições com o TRE-RN

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) disponibilizou, mais uma vez, o Disque-Eleições, uma plataforma que tira…

9 horas ago

Ônibus de Natal serão gratuitos no 2º turno; veja como consultar horários

O transporte público de Natal será gratuito neste domingo (25), dia do segundo turno das…

9 horas ago

This website uses cookies.