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De passista a ‘mestre dos mestres’ e enredo campeão pela Viradouro: a trajetória de Ciça

Inspiração do enredo campeão “Pra Cima, Ciça”, da Viradouro, Mestre Ciça é um verdadeiro apaixonado pelo samba e pelo carnaval. Iniciou sua trajetória nos desfiles do carnaval de 1971 como passista e ritmista da escola de samba Unidos de São Carlos, agremiação que, em 1983, passou a se chamar Estácio de Sá.

Foi também na Estácio de Sá que Ciça deu mais um passo e comandou, pela primeira vez, os ritmistas da bateria. Na Viradouro, sua atual escola, atuou como diretor de bateria a partir de 1999 e ficou até 2009. Passou uma temporada por outras escolas de samba e voltou para a escola de Niterói dez anos depois, em 2019, onde permanece até os dias atuais.

Com passagens também pela Unidos da Tijuca, Grande Rio e União da Ilha, Ciça viu trocas de bastões entre as mais célebres rainhas de bateria: de Monique Evans e Luma a Paolla e Ju Paes.

Veja as baterias de escolas de samba já comandadas por Ciça:

  • 1988 a 1997- Estácio de Sá
  • 1998- Unidos da Tijuca
  • 1999 a 2009- Viradouro
  • 2010 a 2014- Grande Rio
  • 2015 a 2018- União da Ilha
  • 2019 a 2026- Viradouro

 

O mundo do samba define Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça, como um lendário mestre de bateria. E, por toda a sua história, foi o grande homenageado pela Unidos do Viradouro no Carnaval deste ano. Após a vitória da agremiação nesta quarta-feira (18), ele ganhou ainda mais destaque entre os notáveis da folia carioca.

Com “Pra Cima, Ciça”, a Branca e Vermelha de Niterói celebrou a trajetória do músico, que completa 70 anos em 2026.

“Esse enredo passa por todos os momentos de uma escola de samba. O Ciça já foi mestre-sala, passista, mestre de bateria, ritmista. Então, ele é uma escola de samba inteira em si. É uma delícia ter Ciça como enredo e poder contar com ele nessa pesquisa’, afirmou o carnavalesco Tarcísio Zanon em janeiro deste ano.

Após a conquista do título da agremiação nesta quarta, Ciça se emocionou e foi ovacionado na Cidade do Samba.

“Esse é o carnaval do sambista. Ganhou o samba, ganhou o sambista”, disse após a vitória.

Aos prantos depois da vitória, ele completou:

“Fizemos um samba fantástico e só tenho a agradecer, porque conseguimos emocionar a todos com essa homenagem. Estou feliz e vamos festejar na quadra até amanhã de manhã.”

Ele destacou que a escola realizou um longo ensaio, com tudo cronometrado nos mínimos detalhes.

“Eu fui homenageado em vida no maior carnaval do mundo. Fizemos um longo ensaio, tudo cronometrado nos mínimos detalhes. Ainda parece que estou sonhando. Para um sambista, para alguém que está há 38 anos como mestre de bateria e ser homenageado, quem ganha é sempre o samba e o sambista”, finalizou.

A Viradouro gabaritou todos os quesitos e fechou a apuração com 270 pontos nas notas válidas — a escola levou um 9,9 em Fantasias e um 9,9 em Samba-enredo, ambos descartados.

A trajetória de Ciça

O mestre é conhecido pela inovação à frente das baterias. Ciça começou sua trajetória como passista, em 1971, na Unidos de São Carlos, que é a atual Estácio de Sá. Foi na mesma escola que estreou como mestre de bateria, em 1989, e conquistou seu primeiro título, em 1992.

Ele já ganhou dois campeonatos pela Viradouro: em 2020 e em 2024. Também deixou sua marca em outras grandes escolas, como Unidos da Tijuca, Grande Rio e União da Ilha.

“A sensação é de reconhecimento, de emoção. Eu, no carnaval há mais de 50 anos, e ser homenageado no maior carnaval do mundo, que é o do Rio de Janeiro, estou vivendo um momento único”, destacou Mestre Ciça em janeiro deste ano.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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