Carlos Alberto Josuá Costa
Ele chegou desconfiado e, desconfiado arruma a mala para se despedir de uma temporada desastrosa.
Refiro-me ao ditoso ano de 2015.
Sabemos que foi um ano apreensivo, cheio de meias verdades e mais cheio ainda de enganosas “verdades”.
Um ano onde a falsa moral, a descabida falta de vergonha e a faceta do medo que algo dissimulado pudesse emergir, tomou conta daqueles a quem confiamos nossas credenciais para nos representar nas esferas jurídicas, legislativas e executivas.
Um ano apreensivo, aonde a cada momento o vendaval da incompetência administrativa e da ética, iam desmoronando e revelando aos crédulos e incrédulos que algo de podre acontecia envolto por panos perfumados.
De uma hora para outra, as lentes escuras foram dando espaço aos cristalinos oculares e, cada brasileiro foi enxergando que no espaço político, todos – os de hoje, não possuem compromissos com os outorgantes das urnas para fazer deste rincão, uma pátria amada voltada para a sustentabilidade social.
O cidadão deixou de ser manipulado – alguns ainda se sustentam – e graças aos canais de informações instantâneas – descontadas as propositalmente duvidosas, passaram a tomar conhecimento dos devaneios e despertar a consciência para perceber o engodo da credibilidade de que “esse” sim é um legítimo homem público.
A responsabilidade cidadã, neste mundo revolto de tantas insatisfações impregnadas nas necessidades comuns, haverá de ser despertada para que não ‘esfarelem’ mais ainda as famílias e as demais comunidades sociais.
Certamente estamos inquietos com as reações da natureza aos descuidos dos homens, aos conflitos étnicos, políticos e religiosos. Não por menos, com a fome, com as famílias desesperadas pelos mais diversos motivos e, com a desvalorização da vida.
Os tantos jovens sem rumos, os governantes desorientados, os modelos desmoronados, nos afetam ao ponto de se não sustentarmo-nos em braços divinos, sucumbiremos às doenças neurológicas que se alastram a cada dia.
Já não falamos do tri-vetor educação, saúde e segurança. Parece que de tanto se tornar comum pela escassez de planejamento e coragem para enfrentá-los, abandonamos a insistência para levá-los à eficiência e passamos a sentir necessidade de restabelecer a moral e a ética administrativa, desde o cidadão comum, àqueles que se dispuseram e foram escolhidos para nos representar nos poderes constituintes.
Resta, porém a esperança. Que ela se encarregue pela renovação de nossos propósitos em voltar a amar e respeitar as pessoas, dando valor aos preceitos morais, restabelecendo a harmonia que todos desejamos.
Portanto 2015, não se esqueça de colocar na mala todas as suas desventuras, desocupando o “tempo” perdido, cedendo espaço para 2016 retomar o trabalho árduo, porém rico em acertos e verdades verdadeiras.
Que o novo tempo do Advento seja capaz de renovar o desejo para que em 2016 sejamos mais otimistas.
Carlos Alberto Josuá Costa – Engenheiro Civil e Consultor (josuacosta@uol.com.br)
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