CURTIR A PRAIA DA PONTA NEGRA, SEM ESQUECER O AQUECIMENTO GLOBAL – Luiz Serra

CURTIR A PRAIA DA PONTA NEGRA, SEM ESQUECER O AQUECIMENTO GLOBAL –

Seja na praia, seja na serra, a quentura do ar incomoda e mexe com a sensibilidade crítica de qualquer um de nós, principalmente nas horas sagradas do lazer.

No Rio de Janeiro a temperatura previsível foi anunciada nos impossíveis 54 graus. Nesse caso, para os cariocas, a ocupação da cidade repleta de prédios já se vê há décadas sem solução; em Copacabana praticamente uma edificação ao lado da outra formam barreira de concreto para circulação do ar marinho.

Os morros devastados pela ocupação de estruturas mínimas de sobrevivência, aliadas à usurpação de território de forma ilegal e distanciado dos órgãos públicos. Sem a cobertura de vegetação retirada para ocupação de moradias precárias e arriscadas, com elevação da temperatura as frentes frias em proporção resultam abruptamente nas enchentes críticas, acontece em quase todo verão.

O Nordeste equatorial e tropical também é ferido nessas circunstâncias de incômodo humano. O calor intenso parece não amenizar, e haja energia para sustentar os condicionadores de ar. Ainda a referência meteorológica aos gases do efeito estufa, pela dispersão do gás carbônico, crescente desde a revolução industrial, de fontes de energia poluidoras que continuam a nos atormentar.

No Rio Grande do Norte e no Ceará, a imagem dos moinhos transformadores da energia do vento em energia útil, são esperanças de futura humanidade no abraço com o passado menos ameaçador.  Se voltássemos aos carros de boi quem sabe a vida se acomodaria à poesia e à menos agressividade.

A grita geral pelas queimadas na Amazônia, nem tão geral pelo holocausto do clima na Austrália, ao que parece a ciência se embaralhou com a política de ocasião. Afinal em anos devastadores para a Amazônia não se viu tanto protesto ou mesmo providências quanto às extensas áreas devastadas. Que haja um equilíbrio sim entre militância e exploração da floresta, pois os micos e tatus da Amazônia e os coalas e os cangurus da Austrália não podem ser extintos antes do tempo.

 

Luiz SerraProfessor e escritor
As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
Ponto de Vista

Recent Posts

COTAÇÕES DO DIA

DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,0710 DÓLAR TURISMO: R$ 5,2780 EURO: R$ 5,8710 LIBRA: R$ 6,8240 PESO…

16 horas ago

Instagram e Facebook apresentam instabilidade nesta sexta

O Instagram e o Facebook apresentam instabilidade na manhã desta sexta-feira (12). Usuários relatam dificuldades para acessar as redes…

16 horas ago

Cerimônias de abertura da Copa 2026 no Canadá e EUA: horário, onde assistir e atrações

A Copa do Mundo 2026 é a primeira disputada em três países-sede — Estados Unidos, México e Canadá — e com três…

17 horas ago

IPCA: inflação desacelera para 0,58% em maio, mas alimentação em casa tem maior alta para o mês em 18 anos

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,58% em…

17 horas ago

IBGE abre 95 vagas temporárias para o RN; salários chegam a R$ 4 mil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abriu nesta sexta-feira (12) inscrições para um…

17 horas ago

Justiça suspende concurso da PM no RN; Ministério Público pede retomada das provas

A 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal determinou a suspensão imediata das provas objetivas…

17 horas ago

This website uses cookies.