O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), volta a ser o centro das atenções nesta curta semana de atividades parlamentares. Aproveitando o vazio de votações importantes — devido às festas de São João, o Congresso estará esvaziado —, Cunha vai se reunir hoje com os principais aliados em reunião na casa dele e promete fazer um pronunciamento à imprensa amanhã, às 11h, no Hotel Nacional. A principal especulação é de que Cunha esteja avaliando a possibilidade de anunciar a renúncia à presidência da Câmara. A tese de abdicar da principal cadeira da Câmara para preservar o mandato e se defender no Supremo Tribunal Federal é sustentada pelos aliados mais próximos dele. “O que se poderia tentar argumentar é que já houve uma punição muito grave contra ele (Cunha). Então, defendemos um julgamento no STF, menos contaminado pela política. Ele já teve uma punição violenta, está afastado, comandou processo de impeachment que trouxe ódio e o mais justo é que seja julgado no STF”, afirmou um deputado aliado de Cunha.
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