Após conversar com o vice-presidente da República, Michel Temer, nesta segunda-feira (21) o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defendeu que não se derrube o veto presidencial ao reajuste dos servidores do Judiciário.
O reajuste que gera desespero no Palácio do Planalto cria despesa de R$ 25,7 bilhões até 2018. Pelas contas do Ministério do Planejamento, a aprovação da medida significa custo adicional de R$ 1,5 bilhão em 2015, R$ 5,3 bilhões em 2016, R$ 8,4 bilhões em 2017 e R$ 10,5 bilhões a partir de 2018.
“Eu acho que, concretamente, não deve se derrubar esse veto. Seria uma atitude de colocar mais gasolina na fogueira. É acender fósforo no tanque gasolina. Não sou partidário disso”, afirmou Cunha ao chegar à Câmara, após almoço no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República.
Para Cunha, a sessão do Congresso, marcada para a noite desta terça-feira (22) pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deveria ser novamente adiada. “A gente não pode saber o que vai acontecer. O ideal é que a gente não votasse isso amanhã”, disse o presidente da Câmara.
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