Pressionada pela crise na indústria de óleo e gás, agravada pela queda na cotação internacional do petróleo e pela Operação Lava Jato, a Petrobras vê ameaçada a curva de produção que previa alcançar 4,2 milhões de barris de óleo por dia até 2020. Sem a produção, a companhia gera menos receitas e atrasa a recuperação de suas finanças.
Preocupada, a estatal direcionou as novas licitações de plataformas para o exterior e determinou prazos mais rígidos aos fornecedores. O caso mais emblemático é o de seis unidades de produção destinadas a campos prioritários, como Lula, Entorno de Iara e Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. Elas ainda aguardam o resultado de uma nova licitação após o abandono do contrato, em novembro, pelo estaleiro lesa, citado nas investigações de corrupção. Somente na área de Lula, a estimativa era de produção de 1,4 milhão de barris por dia a partir de 2017, quando dez plataformas deveriam estar em funcionamento.
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