A CPI da Covid ouviu na sessão dessa quarta-feira (24) a ex-secretária-adjunta de Saúde do Rio Grande do Norte, Maura Sobreira, sobre contratos firmados para operacionalização de leitos de Covid no estado durante a pandemia.
Maura é investigada na Operação Lectus, que investiga supostas irregularidades em contratação de UTIs para tratamento de pacientes com a doença. Ela foi exonerada do cargo no início de setembro.
A ex-secretária-adjunta foi ouvida na condição de investigada. Os pontos referentes à apuração da polícia no caso não foram tratados porque a investigação transcorre em segredo de Justiça.
A ex-secretária foi a segunda a ser ouvida na sessão e respondeu todas as perguntas dos deputados durante mais de 2 horas.
Entre os contratos investigados questionados, os dois envolviam uma empresa que possuía um cunhado dela como sócio Num desses acordos para a contratação de 10 leitos de UTI para o Hospital Pedro Germano, da PM, Maura disse que ainda não era secretária-adjunta na época do acordo e desfez o contrato assim que assumiu o cargo.
O segundo era referente a um contrato para 40 leitos no Hospital João Machado – foram montados 35. A ex-secretária-adjunta disse que não ouve interferência dela nesse acordo.
Segundo a Controladoria Geral da União, esses acordos investigados na Operação Lectus podem ter rendido um prejuízo de até R$ 4 milhões ao Rio Grande do Norte (entenda aqui).
A CPI ouviu ainda outros dois empresários. Um deles foi ouvido em relação à compra frustrada do Consórcio Nordeste de 300 respiradores, com investimento de R$ 4,9 milhões em 30 por parte do Rio Grande do Norte. Ele foi o primeiro investigado a falar sobre o tema – os demais ficaram em silêncio.
Ele respondeu a todos os questionamentos dos parlamentares e negou relação com o ex-presidente do Consórcio, o governador da Bahia Rui Costa, e com o ex-secretário da Casa Civil do Governo baiano, Bruno Dauster. Apesar de confirmar a relação de amizade com o irmão de Bruno Dauster, o investigado negou qualquer relação de negócios ou societária com ele.
Ele disse que foi procurado pela Hempcare para conseguir contato com fornecedores chineses para a aquisição de testes covid, o que não ocorreu.
Questionado pelo presidente da CPI, deputado Kelps Lima (Solidaridade), se ele sabia sobre a negociação dos respiradores, o empresário disse que obteve a maioria das informações através da mídia. Porém, ele admitiu que, nas tratativas com a Hempcare, teria falado sobre três assuntos referentes à pandemia: a necessidade de encontrarem uma empresa de logística para trazer os respiradores da China, a busca por fornecedores de outros produtos, além da negociação já firmada entre a Hempcare e o Consórcio Nordeste para a compra de respiradores.
Segundo ele, quando a Hempcare entrou em contato com ele, a negociação dos respiradores com o Consórcio já estava fechada.
O outro empresário permaneceu em silêncio durante a sessão e não respondeu às perguntas dos deputados.
Fonte: G1
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