CORONAVÍRUS: SE FICAR O BICHO COME SE CORRER O BICHO PEGA! – Luiz Serra

CORONAVÍRUS: SE FICAR O BICHO COME SE CORRER O BICHO PEGA! –

Discursos polêmicos à parte, com visões díspares, refletem que estamos em uma encruzilhada nesse andaço de pandemia. Parar o país é sensato para que a curva de infecções diárias não suba abruptamente e passe m os doentes a ocupar leitos de hospitais, evidentemente, sobrecarregando os demais tratamentos em curso. Por outro lado, com o comércio e indústria e serviços estancados a situação certamente será gravíssima. Probabilidade a vista de redução de salários e oportunidades, verbas de contingência se esgotando, a crise digna de um país em guerra.

Nosso presidente refere-se que a atual estatística brasileira de coronavírus não é similar ao da Itália ou da Espanha, e que provavelmente não haveria o mesmo pico desses países, predominante de idosos. Mas será que vale a pena pagar para ver? Alguns especialistas e médicos questionam que a gripe comum Influenza mata bem mais. Entende-se, mas, esta afecção há décadas possui contrapartida medicamentosa e com protocolos hospitalares, inclusive provimento de vacina, embora faça abater aqueles que possuam severas comorbidades, já sabidas.

Vozes de moderação de áreas técnicas de saúde, em que pese com mesmos cuidados já sugerem que sejam, sim, mantidas providências de recolhimento e isolamento domiciliar das pessoas, evitando aglomerados ou circulação ostensiva, restritas às idas ao mercado ou farmácia, e distanciamento social. Mesmas vozes opinam que se projete um período de quinze dias a vinte dias como parâmetro para que empresas, grandes e pequenas, possam suportar medianamente funcionamento sem demissões ou quebras, o que ensejaria o caos. Passado este período, a confirmar-se a previsão de baixa ou inferior contaminação comunitária ou horizontal, poder-se-ia organizadamente reiniciar a atividade de empresas, mantidos ainda severos procedimentos internos de profilaxia. Isso posto se realmente houvesse melhor prognóstico, inclusive para estados e cidades que apresentem pequenos resultados práticos de mensuração de pessoas com coronavírus.

Além do mais ficaria no ar uma nova confrontação futura de ideias, se o país vier a quebrar e muitos perderem emprego com a situação de sobrevivência a degradar, poderão ideológicos de plantão acusar a oposição, jornalistas, questionadores, e não é por aí que se resolvem as crises preconcebidas.

Auguremos pela moderação e pelo rigor, neste momento, na aplicação dos protocolos de isolamento reversão da contaminação desta peste, que já sinaliza redução de confinamentos na fala de autoridades da China. Denota uma boa notícia no horizonte de expectativas.

 

Luia SerraProfessor e escritor
As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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