CORA CORALINA, UMA POETISA ALÉM DO SEU TEMPO! –
Como disse Drummond, um pseudônimo feliz para a poesia. Seu nome Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas. Poetisa e contista de sentida reflexão. Teve publicado seu primeiro livro aos 76 anos.
Durante a longa existência colheu um enxame de experiências e vivências amargas e reativas. Guardou muitas lembranças desses momentos para trazer a lume a poesia do cotidiano e da busca pelo coexistir. Desde a adolescência trazia seu caderno de recortes em poesia.
Cora Coralina, nasceu na cidade de Goiás, Estado de mesmo nome, a 20 de agosto de 1889. Filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador, nomeado por Dom Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão. Cursou apenas até a terceira série do curso primário.
Em seu percurso biográfico, passa-se a saber que ela caiu na estrada (fugiu) com o advogado divorciado Cantídio Tolentino Bretas, em 1911, passando a residir em Avaré, interior de São Paulo. Em 1922, Cora Coralina foi convidada para participar da Semana de Arte Moderna, mas foi impedida pelo marido.
Em 1934, após a morte do marido, Cora Coralina tornou-se doceira a fim de sustentar os quatro filhos. Viveu muito tempo de sua produção de doces. Nunca parou de escrever, produzia poemas associados à sua história e aos ambientes em que fora criada. Cora se dizia mais doceira do que escritora. Preferia os doces cristalizados de caju, abóbora, figo e laranja, igualmente admirados pelos amigos próximos e os das cidades, dizia ser sua arte culinária adocicada melhor do que a dos poemas que registrava em folhas de caderno.
Em 1959, com 70 anos, entrou em aprendizado de datilografia para preparar suas poesias e entregá-las aos editores.
Drummond recebeu uma das cópias e se encantou de pronto.
Fez-se o sucesso literário, e no auge do reconhecimento teve sua vida abordada em filme: O colar de Coralina.
Sua casa na antiga Vila Boa de Goiás (Goiás Velho) passou a ser chamada a casa da ponte, sobre o rio Vermelho.
Admiradores, leitores, turistas sempre curtem passear na casa memorial de Cora, onde há muito tempo ela expunha seus doces preferidos, de um sabor inigualável.
Muito apropriado aos nossos dias, rever alguns recortes reflexivos de cora:
“Nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas”.
“O que importa na vida, não é o ponto de partida, mas a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher!”
“Feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”.
“O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria, se aprende com a vida e com os humildes”.
“Poeta, não é somente o que escreve. É aquele que sente a poesia, se extasia sensível ao achado de uma rima à autenticidade de um verso”.
Cora Coralina se encantou para sempre aos 96 anos, a 10 de abril de 1985.
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