Nem a indústria conseguiu consumir mais energia do que o setor residencial. Essa foi a constatação do balanço feito pela Companhia de Energia no Rio Grande do Norte que apontou que a classe residencial foi a que apresentou o maior percentual de crescimento no período verificado, com aumento de 7,0% em comparação ao mesmo período de 2013.
No geral, o consumo de energia elétrica no estado aumentou 4,8% entre janeiro e outubro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. O acréscimo foi impactado, principalmente, em decorrência das poucas chuvas e das elevadas temperaturas verificadas no período e da melhoria do poder aquisitivo das famílias, o que gerou aumento na oferta e aquisição de equipamentos de refrigeração.
Um dos fatores foi o crescimento do consumo de energia elétrica na área residencial foi o aumento da renda da população, que favoreceu maior uso e aquisição de aparelhos de refrigeração nas residências, provocado pelas elevadas temperaturas registradas, o que elevou o consumo.
Outros setores que também tiveram parcela significativa de contribuição para o aumento do índice acumulado, comparado ao mesmo período do ano passado, foram o comercial e o industrial. Na classe comercial, o crescimento de 6,9% é atribuído, principalmente, em razão da oferta de equipamentos de refrigeração, como aparelhos de ar condicionado e refrigeradores, além de outros eletroeletrônicos. No setor industrial potiguar houve um aumento da demanda de energia elétrica em 3,5%.
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