POLÍTICAS FISCAIS MUNICIPAIS PÓS-PANDEMIA –
Ainda que superada a fase mais crítica da COVID-19, cujos efeitos vão demorar a ser superados, cabe aos Municípios também, e não apenas à União e aos Estados, adotar e manter políticas fiscais compatíveis a perdurar, com maior ou menor intensidade. Daí porque tanto na arrecadação das receitas como na execução das despesas terão que atentar para esta realidade, na alocação de recursos para obras e serviços; na redistribuição da renda para reduzir as desigualdades; e na estabilização.
Para cuja concretização têm os Municípios à sua disposição mecanismos adequados, destacando-se na alocação de recursos a escolha de obras que possibilitem, direta ou indiretamente, o emprego de mão de obra não especializada que, por isso mesmo, terá sofrido mais com a redução ou mesmo extinção de emprego e de renda. Sem descurar de ações de assistência social financiadas com os recursos orçamentários para o que deverão mudar o foco de suas prioridades, haja vista a proximidade com a população, o mesmo sendo de se dizer na cobrança de seus tributos (impostos, taxas e contribuições).
Mais do que nunca, a cobrança deverá atentar para a capacidade contributiva, combinada com os princípios da progressividade e da essencialidade. Ainda que venha a se constituir não em disposições permanentes mas transitórias que venham a ser suspensas na medida em que a economia nacional retome sua normalidade e também a depender da ajuda extraordinária da União, de vez que as transferências normais e regulares também serão comprimidas nesta fase de recuperação econômica.
Para tudo isso há necessidade de uma conciliação entre o planejamento tributário e orçamentário, à semelhança de um concerto musical, de forma que sejam asseguradas prioridades para as ações mais essenciais de saúde e assistência social. Ao mesmo tempo em que as famílias, os pequenos negócios e mesmo as pessoas individualmente sejam assistidas, claro que em observância aos princípios constitucionais da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade e da eficiência, aos quais não pode faltar a administração pública mesmo em tempos de pandemia.
Alcimar de Almeida Silva, Advogado, Economista, Consultor Fiscal e Tributário
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em seu discurso no Fórum Econômico Mundial,…
O Conselho Federal de Medicina (CFM) estuda impedir que 13 mil estudantes de Medicina do…
Uma criança de 10 anos morreu soterrada após o desmoronamento de uma casa devido às chuvas, na…
O Banco Central (BC) decretou nesta quarta-feira (21) a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito,…
A terceira edição do "Sesc Parada na Ladeira" será realizada nesta quinta-feira (22), abrindo a…
1- Sábado (24) é dia de Clássico-rei! América-RN e ABC chegam em condições muito…
This website uses cookies.