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CONSULTORIA FISCAL E TRIBUTÁRIA – Alcimar de Almeida Silva

 

COVID, APERTO DE MÃOS E OUTROS HÁBITOS –

Quem diria que o aperto de mãos que selou amizades ente países e indivíduos durante milênios, por causa da Covid-19 fosse um hábito suspenso e cujo uso pode demorar a retornar ou, quem sabe, sujeito até a desaparecer, já que a ameaça da pandemia pode continuar por muito tempo. Logo ele que é hábito a se confundir com a história das civilizações, pois com o aperto de mãos o Rei Salmaneser III, da Assíria, saudou um rei babilônico, em episódio narrado na Ilíada e na Odisseia, escritos do grego Homero de fins do Século VIII A.C. ou inícios do Século VII A.C.

Como também iria servir a Churchill, Truman e Stalin ao selarem o acordo sobre a Alemanha no fim da II Guerra Mundial, na Conferência de Postdam, em 1945. Porém já no Século XV, em nome da saúde pública, o Rei Henrique VI, da Inglaterra, como tentativa de frear a peste negra, proibiu o cumprimento em que se oferecia o lado do rosto, o que viria a se espalhar por outros países, sendo hábito entre nós, embora não tão usual.

Assim como a saudação com um beijo só viria a ser usada na França após a Revolução Francesa, voltando a ser reprimida em 2009 em razão da gripe suína, da mesma forma que o aperto de mãos viria a ser discriminado na Ásia em face do surto de Sara e na África em face do ebola. Por isso não sendo de surpreender que por muito tempo ou mesmo para sempre tenhamos que abolir o aperto de mãos, como defendem muitas autoridades e cientistas, sustentando que, mesmo passado o ponto mais grave da Covid-19, ninguém mais deve voltar a se cumprimentar com as mãos.

Pelo sim pelo não, talvez seja recomendável passarmos a adotar outros hábitos, como o da mão aberta 🖐, do polegar para cima 👍, de palmas com as próprias mãos 👏, do indicador para cima ☝️ e de outros que tais. Desde que sejam evitados – na medida do possível – os hábitos de cumprimentos tocando um no outro. Até que a Covid-19 venha a fazer parte do passado e que as futuras gerações não sejam ameaçadas de vírus tão tenebrosos à semelhança do novo coronavirus.

 

 

Alcimar de Almeida Silva, Advogado, Economista, Consultor Fiscal e Tributário

Ponto de Vista

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