CONEXÃO EXPRESSO ORIENTE – Mário Roberto Melo

 

 

No último sábado as 23h aqui de Israel, o porta-voz do exercito entrou no ar, ao vivo, para informa aos cidadãos israelenses que na manhã seguinte do domingo, as escolas estariam fechadas e todos os locais públicos que incorressem em aglomerações.

O anúncio não foi dado a toa, pois, o serviço secreto israelense já sabia que ocorreria um ataque por parte do Irã naquela noite. Como não se sabia como seria o desfecho, isto é, qual seria o tempo de duração deste ataque, ou mesmo o início de uma guerra, o porta-voz do exército não quis trazer pânico a população, pediu apenas que todos ficassem próximos a um local seguro, ou seja, próximo a um abrigo.

Nas primeiras horas do domingo, os mísseis iranianos começaram a chegar no território israelense, pelo que foram abatidos de forma esplêndida e muito elogiada no mundo todo. Dos 375 projéteis disparados, apenas três não conseguiram ser interceptados, mas que não causaram danos ou mortes para ninguém aqui em Israel. A única baixa que ocorreu foi em decorrência de um míssil balístico interceptado pela defesa israelense, uma parte dele caiu sobre uma casa de beduínos israelenses tendo afetado uma menina de sete anos de idade. A criança foi levada ao hospital, onde foi submetida a uma cirurgia uma vez que os destroços acertaram sua cabeça.

O ataque levou todos os israelenses para os abrigos, já que de Norte a Sul, o território de Israel foi alvo iraniano.

A ofensiva era prometida pelo Irã desde um ataque a um edifício que era tido como ponto de encontro da guarda revolucionária iraniana, na Síria, onde o país persa disse ser um consulado, bem como acusar Israel deste ataque. O governo israelense não assumiu a responsabilidade pelo ataque.

Em Teerã, a guarda revolucionária comemorou os ataque as Israel, como se tivesse vencido uma grande guerra. Aqui em Israel, o governo está analisando como fazer para responder tais ataques, uma vez que Joe Biden (presidente dos EUA), pediu para que o primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que não revidasse, porque a defesa israelense já havia se provado vitoriosa. Jamais um país foi atacado de forma tão contundente e não sofreu danos de forma alguma, isso significa uma vitória esmagadora. Tal eficiência mostra que Israel pode se proteger do Irã, enquanto o país persa não demonstra a menor possibilidade de defesa contra os mísseis israelenses.

 

 

 

Mário Roberto Melo – Correspondente do Blog Ponto de Vista, em Tel Aviv, Israel

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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