CONEXÃO EXPRESSO ORIENTE – Mário Roberto Melo

Numa época de pandemia onde todas as notícias, praticamente, são negativas tanto no aspecto econômico, como na saúde, vem agora de Israel uma notícia maravilhosa: a cura de um tipo de cegueira, através de um implante de córnea artificial.

A empresa CorNeat Vision foi a responsável por desenvolver a tecnologia que afirma que o procedimento não precisa do tecido de um doador e ao ser implantado se adapta completamente a parede do olho, restaurante totalmente a visão perdida.

A visão é responsável por 80% das informações que recebemos e sem ela nos tornamos impotentes em vários aspectos. Foi assim que  Jamal Furani, um israelense árabe, de 78 anos, após mais de dez anos sem poder ver nada, recebeu o primeiro transplante de córnea artificial na história da humanidade e voltou a ver. Ele foi submetido a cirurgia no Rabin Medical Center em Petah Tikva em Israel e logo após a remoção dos curativos, imediatamente, ele conseguiu ler e reconhecer os familiares que o acompanhavam.

A córnea artificial foi produzida por um sofisticado processo de engenharia química em nanoescala que estimulou o crescimento celular e sua integração contínua ao tecido conjuntivo, ou seja, a parte branca do olho.

O cirurgião oftalmologista Claudio Lottenberg, presidente do Conselho do hospital Albert Einstein e do Instituto Coalizão Saúde, explica que a córnea humana é semelhante à lente de uma máquina fotográfica, onde o foco é ajustado para que a pessoa possa ver com nitidez. “Se há algum problema na córnea, a visão fica embaçada, arranhada”, explica.  Segundo a Organização Mundial de Saúde, há trinta milhões de pessoas cegas no mundo devido a problemas na córnea. Esse novo procedimento ajudará milhões de pessoas no mundo todo.

A CorNeat Vision, responsável pelo produto, já concluiu a fase pré-clínica. Segundo o pesquisador Gilad Litvin, inventor da córnea artificial, órgãos reguladores internacionais como o FDA, nos EUA, exigem que os testes sejam feitos em pelo menos 20 pacientes com acompanhamento com duração de um ano.

Caso tudo dê certo, o implante de córnea artificial será uma boa opção para os casos onde ocorre a rejeição ou em países com poucas córneas disponíveis para transplantes.

 

 

 

 

Mário Roberto Melo – (Correspondente do Blog Ponto de Vista, em Tel Aviv, Israel)

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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