CONEXÃO EXPRESSO ORIENTE – Mário Roberto Melo

 

As descobertas arqueológicas não param de acontecer aqui em Israel, desta vez, moldes de pedras usados para fazer lâmpadas e um grande número de modelos de cerâmica com cerca de 1.700 anos, foram descobertos nos últimos meses em escavações realizadas pela Autoridade em Antiguidade de Israel. As escavações contaram com a participação de dezenas de jovens e alunos de escolas preparatórias pré-militares.

A grande escavação arqueológica foi conduzida antes da construção de um novo bairro pelo Ministério da Construção e Habitação, num distrito de Jerusalém na cidade de Beit Shemesh.

A descoberta das lâmpadas de barro, usadas para iluminar na antiguidade, surpreendeu os arqueólogos não só pela quantidade e beleza, mas também pela solução de um mistério arqueológico a elas associado.

Em 1934, o arqueólogo Dimitri Bramakhi, então inspetor da Divisão de Antiguidades Obrigatórias, descobriu uma cisterna na área de Beit Shemesh e hoje, em uma escavação que fizeram em um poço, ele descobriu, para sua surpresa, um antigo tesouro; uma enorme quantidade de lâmpadas de óleo, descobertas em sua totalidade, trazendo sobre elas ornamentos de animais e plantas e formas geométricas. As lâmpadas, que datam do período romano tardio (séculos III-IV DC), foram posteriormente chamadas de “velas Beit Natif”, em homenagem ao antigo assentamento que ali existia, e tornaram-se uma espécie de marca muito importante na pesquisa arqueológica.

Junto com as próprias lâmpadas, Baramaki descobriu moldes de pedra nos quais enram criadas as lâmpadas, e uma grande variedade de modelos de barro (estatuetas), nas figuras de animais e cavaleiros, mulheres e pássaros.

O interessante é que essa descoberta acontece exatamente no feriado de Hanukkah, o que me dá uma ótima oportunidade de contar sobre a inauguração do castiçal, o meio usual de iluminação nos tempos antigos. Isto é, Israel vive o feriado do Hanukkah em que acende as velas do conhecido menorah (tradicional candelabro judeu) que representa o grande milagre na antiguidade, quando a fonte de energia era o azeite para acender as velas e também para aquecer o povo judeu, uma vez que aqui o inverno é muito rigoroso, principalmente em Jerusalém. Pela tradição judaica, o azeite só daria para mais um dia e Deus permitiu que ele durasse oito dias, salvando assim o povo judeu que estava enclausurado pelos Romanos e a partir daí, após a liberação, todos os anos o povo judeu comemora esse milagre divino.

 

 

Mário Roberto Melo – (Correspondente do Blog Ponto de Vista, em Tel Aviv, Israel)

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
Ponto de Vista

Recent Posts

COTAÇÕES DO DIA

DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,0960 DÓLAR TURISMO: R$ 5,2780 EURO: R$ 5,9140 LIBRA: R$ 6,8030 PESO…

4 horas ago

Copom avalia indicadores econômicos e decide sobre Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reúne nesta terça (16)…

4 horas ago

Exposição gratuita celebra o Dia Internacional das Tartarugas Marinhas em Natal

Uma exposição gratuita sobre tartarugas marinhas está aberta ao público no shopping Midway Mall, em Natal,…

5 horas ago

AGU pede à Justiça dos EUA que encerre ação movida pela Rumble e Trump Media contra Moraes

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu à Justiça dos Estados Unidos que encerre o processo movido pelo…

5 horas ago

Irã na Copa: após empatar com Nova Zelândia, seleção iraniana enfrenta entraves ao deixar os EUA

A seleção do Irã estreou na Copa do Mundo na noite de segunda-feira (15) com um empate…

5 horas ago

Veja os jogos de terça na Copa do Mundo; Argentina e França estreiam

  As atuais campeã e vice-campeã do mundo, Argentina e França, estrearão nesta terça-feira (16),…

5 horas ago

This website uses cookies.