As descobertas arqueológicas não param de acontecer aqui em Israel, desta vez, moldes de pedras usados para fazer lâmpadas e um grande número de modelos de cerâmica com cerca de 1.700 anos, foram descobertos nos últimos meses em escavações realizadas pela Autoridade em Antiguidade de Israel. As escavações contaram com a participação de dezenas de jovens e alunos de escolas preparatórias pré-militares.
A grande escavação arqueológica foi conduzida antes da construção de um novo bairro pelo Ministério da Construção e Habitação, num distrito de Jerusalém na cidade de Beit Shemesh.
A descoberta das lâmpadas de barro, usadas para iluminar na antiguidade, surpreendeu os arqueólogos não só pela quantidade e beleza, mas também pela solução de um mistério arqueológico a elas associado.
Em 1934, o arqueólogo Dimitri Bramakhi, então inspetor da Divisão de Antiguidades Obrigatórias, descobriu uma cisterna na área de Beit Shemesh e hoje, em uma escavação que fizeram em um poço, ele descobriu, para sua surpresa, um antigo tesouro; uma enorme quantidade de lâmpadas de óleo, descobertas em sua totalidade, trazendo sobre elas ornamentos de animais e plantas e formas geométricas. As lâmpadas, que datam do período romano tardio (séculos III-IV DC), foram posteriormente chamadas de “velas Beit Natif”, em homenagem ao antigo assentamento que ali existia, e tornaram-se uma espécie de marca muito importante na pesquisa arqueológica.
Junto com as próprias lâmpadas, Baramaki descobriu moldes de pedra nos quais enram criadas as lâmpadas, e uma grande variedade de modelos de barro (estatuetas), nas figuras de animais e cavaleiros, mulheres e pássaros.
O interessante é que essa descoberta acontece exatamente no feriado de Hanukkah, o que me dá uma ótima oportunidade de contar sobre a inauguração do castiçal, o meio usual de iluminação nos tempos antigos. Isto é, Israel vive o feriado do Hanukkah em que acende as velas do conhecido menorah (tradicional candelabro judeu) que representa o grande milagre na antiguidade, quando a fonte de energia era o azeite para acender as velas e também para aquecer o povo judeu, uma vez que aqui o inverno é muito rigoroso, principalmente em Jerusalém. Pela tradição judaica, o azeite só daria para mais um dia e Deus permitiu que ele durasse oito dias, salvando assim o povo judeu que estava enclausurado pelos Romanos e a partir daí, após a liberação, todos os anos o povo judeu comemora esse milagre divino.
Mário Roberto Melo – (Correspondente do Blog Ponto de Vista, em Tel Aviv, Israel)
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