CONEXÃO EXPRESSO ORIENTE – Mário Roberto Melo

Na manhã dessa segunda-feira (11), o avião 737-800 Max da Boeing decolou da Adis Abeba, capital da Etiópia, os passageiros e os tripulantes que estavam viajando para o Quênia, não imaginavam que aquele voo duraria cerca de seis minutos, conseguindo voar apenas 60km. O Boeing da empresa Ethiopian Airlines caiu e vitimou 157 pessoas. É o segundo acidente fatal envolvendo o modelo da aeronave em apenas cinco meses. O que vem chamando atenção dos técnicos é que este acidente foi muito parecido com o primeiro, em que o piloto da companhia Lion Air decolou de Jacarta, na Indonésia, com o mesmo modelo de aeronave, lutou contra os computadores de bordo para tentar salvar a vida da tripulação, porém não conseguiu, porque os sensores indicava que o avião tinha de baixar o nariz (frente da aeronave), enquanto o piloto tentava levantá-lo, para continuar o voo. Neste primeiro episódio, o modelo da Boeing só tinha três meses de voo, e deixou 189 pessoas mortas. Agora o voo ET-302 da Ethiopian Airlines caiu nesse domingo, um acidente poucos minutos após sua decolagem. A aeronave voo pela primeira vez em outubro de 2018. E já tem gente dizendo que em “time que se ganha, não se muda a equipe”, logo, aquele avião que era tão fantástico, maior sucesso de vendas no mundo inteiro, não seria conveniente alterações drásticas, como por exemplo, o motor ficar mais a frente e também mais alto em relação a asa; tais mudanças certamente mudaram ou afetaram o equilíbrio do avião. Outro aspecto importante é que os sensores e os softwares ligados a aeronave funcionavam de forma diferente dos modelos anteriores do 737 e os pilotos não foram alertados dessa diferença. Inclusive, a investigação do comitê, embora não tenha chegado a uma conclusão sobre a causa do desastre na Indonésia, sabe-se que o voo da Lion Air recebeu uma entrada de informação errônea de um dos seus sensores projetados para alertar seus pilotos em caso da aeronave correr risco de parada de motor. A autoridade federal da aviação dos EUA disse que a falta de preparo para lidar com o novo modelo da aeronave, poderia fazer com que os pilotos tivessem dificuldade em comandar o avião, levando ao rebaixamento excessivo do nariz, o que gera perda significativa de altitude, logo o impacto possível com o terreno. O que mais vem incomodando a Boeing é que esse modelo foi vendido a uma das empresas mais respeitadas da aviação da África e também tinha um ótimo piloto, experiente, com mais de 8 mil horas de voo. A única coisa que se sabe com certeza é que o piloto se comunicou com a Torre de Comando, pedindo para retornar ao aeroporto após encontrar alguma dificuldade para guiar a aeronave e sabe-se que 149 passageiros e tripulantes estavam no voo, entre eles quenianos, etíopes, norte-americanos, canadenses, franceses, chineses, egípcios, suecos, britânicos, holandeses, indianos, eslovacos, austríacos, suecos, marrorquinos, russos, espanhóis, poloneses e até mesmo israelenses.

 

Mário Roberto Melo – (Correspondente do Blog Ponto de Vista, em Tel Aviv, Israel)

 

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