O Egito recusou um encontro com diplomatas brasileiros, face a aproximação do presidente eleito com Israel. O que eu tinha previsto durante a entrevista que dei ao Jornal do Commercio no último domingo (04), discordado a afirmação de Jair Bolsonaro em que ele poderia agradar gregos e troianos, começa a se concretizar. O Egito deveria receber o Ministro as relações exteriores, Aloysio Nunes, entre os dias 8 e 11 de novembro, numa comitiva que incluía ainda mais vinte empresários. Os brasileiros inclusive já partiram em direção ao Cairo, capital egípcia e estão retornando ao Brasil, sem cumprir as reuniões planejadas para estreitar as cooperações econômicas entre os dois países. Oficialmente o governo do Egito alegou que foi em decorrência de compromissos anteriores com líderes locais. Aloysio Nunes que estava agendado para se encontrar com seu colega egípcio, o ministro das relações exteriores, bem como o presidente Fatah Khalil Al-Sisi, não se pronunciaram sobre o assunto. Uma fonte do atual grupo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou que provavelmente ter sido ideia do próprio chanceler brasileiro que é totalmente pró-palestino e países árabes, a fim de chamar atenção do próximo governo, levando assim o novo presidente brasileiro a refletir sobre a decisão da transferência da embaixada brasileira em Israel.
Mário Roberto Melo – (Correspondente do Blog Ponto de Vista, em Tel Aviv, Israel)
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