Ontem (14) em Israel, festa de um lado e morte de outro. No centro do país, em Jerusalém, foi inaugurada a embaixada norte-americana, exatamente no dia em que o Israel completou setenta anos de existência. Na fronteira sul com a Faixa de Gaza, os palestinos que desde o dia 30 de março, estão acampados a 200m da fronteira, pelo que vez ou outra tentam entrar no território judeu,  já ocasionaram várias mortes. Ontem, a mando do Hamas, 58 pessoas morreram e 2.200 foram feridas, com intuito de chamar atenção da mídia internacional sobre o problema. Inclusive, oito dos mortos eram adolescentes com menos de dezesseis anos, o Hamas não parou por aí. Para aumentar o número de mortos palestinos, os dirigentes do Hamas determinaram os fechamentos dos hospitais próximos a fronteira. Os manifestantes estão chegando agora com uma nova tática de guerra, eles usam pipas que são empinadas para o alto e quando adentram o território israelense, eles soltam o fio da pipa, que por sua vez está cheia de material inflamável com fogo na calda, a fim de provocar incêndios nas regiões agrícolas de Israel. Eles também estão fazendo uso da brisa que sopra do mar Mediterrâneo para queimar vários pneus e incomodar seriamente os habitantes dos kibutz próximos a divisa. Quando o Primeiro Ministro israelense, Benjamin Netanyahu foi indagado sobre o uso de força, o político defendeu as ações do exército dizendo que todo o país tem a obrigação de guardar o seu território e a organização terrorista do Hamas proclama a sua intenção de destruir o território judeu e com esse fim, enviar milhares de pessoas  para forçar as fronteiras e tentar sequestrar soldados que estão vigiando e impedindo a entrada dos manifestantes palestinos. A Casa Branca também culpou o Hamas pela violência e afirmou que Israel tem todo direito de se defender. Para o dia de hoje são esperados mais protestos e consequentemente mais violência, o que os árabes chamam de “nakba” que traduzindo seria o equivalente a catástrofe, que designa o êxodo palestino e criação do Estado de Israel em 1948. A grande pergunta agora é como será um processo de paz num futuro, já que a explosão da violência com protestos em Jerusalém e na Cisjordânia deixou claro que as chances de um acordo são praticamente nulas, pelo que só Donald Trump, presidente dos EUA, acredita em fazê-lo. Por enquanto alguns países já abriram a boca para serem solidários aos palestinos, foram eles a Turquia, através de seu presidente, Recep Tayyip Erdoğan e os sul-americanos, Bolívia e Venezuela. Os três países protestaram na ONU logo após que a força aérea israelense destruiu mais túneis, construídos pelo Hamas, para invadirem o território israelense.

 

Mário Roberto Melo – (Correspondente do Blog Ponto de Vista, em Tel Aviv, Israel)

 

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