Israel vem acompanhando de perto a acusação contra a ex-presidente argentina, Cristina Kirchner. Ela foi acusada de acobertar iranianos acusados pelo atentado terrorista contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), que causou a morte de 85 pessoas em 1994. Os criminosos são iranianos ligados ao Hezbollah. Teria Kirchner acobertado os terroristas em troca de petróleo mais barato. O juiz Carlos Bonadío, que encerrou a fase em instrução do processo, também enviou a julgamento mais onze pessoas ligadas a política, todos irão responder por impedir ato funcional, abuso de autoridade e encobrimento agravado, uma vez que participaram de diferentes formas de elaboração do memorando do entendimento com o Irã, assinado em 2013. A acusação contra a ex-presidente foi agilizada principalmente após a morte do promotor Alberto Nisman, que denunciou-a em 2015, falando sobre seu esquema criminal para acobertar os supostos criminosos do atentado, a fim de melhorar as relações comerciais da Argentina com o Irã. Poucos dias depois, Nisman foi encontrado morto com um tiro na cabeça em seu apartamento na capital argentina, num caso que ainda está sendo investigado.
(Mário Roberto Melo – Correspondente do Blog Ponto de Vista, em Tel Aviv, Israel)
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