A cada dia cresce mais a certeza de que o promotor argentino Alberto Nisman, em 2015, foi assassinado para evitar um escândalo internacional entre Argentina, Irã e Israel. O atentado em Buenos Aires em 1994, que deixou 85 mortos na explosão que derrubou o edifício da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), foi obra do terrorismo iraniano praticado por soldados terrorista do Hezbollah infiltrados na América do Sul, principalmente no Paraguai e na Argentina. O governo iraniano pediu ao governo argentino, na gestão de Cristina Kirchner, para abafar o assunto em troca de muito petróleo. Foi então que surgiu a figura do promotor Alberto Nisman que denunciou a então presidente e logo depois foi assassinado, ao que tudo indica. Nisman apresentava ferimentos oriundos de luta corporal e tinha em seu organismo drogas anestésicas. O novo promotor encarregado deste processo, Eduardo Taiano, pediu que a morte de seu colega fosse tratada como um caso de homicídio. Também pediu a convocação do técnico de informática Diego Lagomarsino, que emprestou a Nisman a arma que o matou. De acordo com um relatório elaborado por especialistas policiais e peritos, concluiu-se que que duas pessoas bateram, drogaram com cetamina e assassinaram Nisman em janeiro de 2015 em seu apartamento de Buenos Aires. Segundo Taiano, tudo isso ocorreu porque Nisman acreditava que assinatura de um memorando de entendimento entre Argentina e Irã, em 2013, buscava uma colaboração para esclarecer as questões do ataque a Amia, o qual também segue impune, representava na realidade um pacto para cobrir um ato terrorista, a fim de favorecer o intercâmbio comercial. Kirchner negou essa acusação e segue negando.
(Mário Roberto Melo – Correspondente do Blog Ponto de Vista, em Tel Aviv)
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