Uma comissão formada por infectologistas chegou à conclusão de que o bebê prematuro e recém-nascido que testou positivo para o coronavírus e morreu apenas quatro dias após o nascimento, em Natal, não teve uma infecção congênita, ou seja, adquirida dentro do ventre da mãe. O caso aconteceu em abril. Para os especialistas, a criança teve uma possível infecção intraparto, em um momento logo após o nascimento. Apesar disso, o relatório dos médicos considera que o bebê não teria morrido por sequelas da Covid-19 e sim por outros problemas de saúde.
As informações foram confirmadas por Juliana Araújo, coordenadora do setor de vigilância em saúde da Secretaria Municipal de Saúde, que convidou os especialistas para a pesquisa. De acordo com ela, diante do relatório entregue no dia 30 de julho, a equipe da pasta discute agora se o bebê deverá ser tirado ou não do painel de vítimas do coronavírus no município.
“O que temos é um teste de swab que deu positivo, mas os médicos chegaram à conclusão de que a criança já tinha um quadro clínico que teria provocado a morte dela e não o coronavírus. Podemos dizer que morreu com coronavírus, mas não por sequelas do coronavírus”, afirmou.
De acordo com Juliana, o relatório não é totalmente conclusivo, porque os profissionais não tiveram acesso a todo o material necessário para uma investigação mais aprofundada.
“Não temos mais o cordão umbilical, o líquido aminótico, a placenta, para investigar a transmissão transplacentária. Não tem como fazer nova coleta de swab. O que pudemos fazer foi realizar os testes na mãe, análise prontuário da mãe e do bebe, ouvir os médicos e a equipe do hospital”, afirma. Todos os exames feitos na mãe apontaram que ela não teve coronavírus.
Sem ter como fazer um novo exame no bebê para saber se houve uma contaminação externa na amostra recolhida, ou se o teste feito na criança foi um falso negativo, os especialistas preferiram “dar crédito” ao resultado da biologia molecular.
Por outro lado, um fator ainda chama atenção: a velocidade com que o vírus teria se manifestado no recém-nascido, que foi submetido ao teste poucas horas após o nascimento. “Na literatura, seria inédito, porque o vírus leva pelo menos 24 horas para poder se replicar e poder ser identificado no teste”, considera Juliana.
Por fim, os profissionais consideraram que a morte do bebê foi causada não pelo vírus e sim por uma série de problemas de saúde decorrentes da gravidez: a criança era pré-matura, com 30 semanas (aproximadamente 7º mês) e vinha de uma gestação complicada. A mãe teve pré-eclâmpsia, hipertensão, entre outros problemas de saúde.
Fonte: G1RN
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