“COMÍCIOS” NA ESPLANADA E AVENIDA PAULISTA –
O 7 de setembro de 2024 teve imagem mais política, do que cívica.
Reuniu em praças públicas os dois maiores líderes do Brasil: Bolsonaro e Lula.
Não há dúvida de que atualmente a política brasileira gira em torno dos dois. Bolsonaro atingiu elevado índice de popularidade e está no mesmo patamar de Lula.
Para alguns, diante de desgastes do governo, Bolsonaro já supera Lula em liderança carismática no país, tendo em vista a sua notória liderança, que mobiliza milhares de pessoas, mesmo estado fora do governo.
As comemorações do 7 de setembro este ano – São Paulo e Brasília – transformaram-se em manifestações de caráter político.
Foram totalmente desvirtuadas e caracterizaram verdadeiros “comícios” pró Lula e pró Bolsonaro.
Em Brasília, o convite presidencial e a presença do ministro Alexandre Moraes, posicionado na primeira fila da tribuna de autoridades no palanque central, ao lado de Lula, evidenciaram atos de preferência política.
O presidente distinguiu um personagem, que na atualidade brasileira contesta abertamente o ex-presidente Bolsonaro e seus seguidores.
Além da presença na Esplanada dos ministérios, o ministro Moraes compareceu ao churrasco da Granja do Torto oferecido pela Presidência a convidados especiais, após o desfile.
Em São Paulo, o clima político era natural.
A concentração teve esse objetivo, além de homenagear o 7 de setembro.
Embora tudo tenha transcorrido dentro da normalidade foram fenômenos atípicos e preocupantes para a democracia brasileira.
Nunca, nunca, no Brasil o STF se transformou em “comitê político” como é visto na atualidade.
Independente de posição política, olhando-se o Supremo sabe-se de que lado político está posicionado o ministro.
Até os votos são conhecidos antecipadamente, diante da preferência política do relator.
O Brasil não poderá conviver com essa realidade por muito tempo.
É uma forma de corroer as instituições pela insegurança jurídica que é propagada.
Há questões jurídicas em aberto, cuja demora na decisão do STF tem colaborado para inquietudes.
Espanta o poder quase absoluto do ministro Alexandre de Moraes.
Ele é o relator de todos os processos ligados aos ataques de 8 de janeiro.
Críticos do Supremo argumentam que os responsáveis por executar os ataques não deveriam ser julgados pela Corte, por não terem direito a foro por prerrogativa de função.
O mais grave é que os correligionários de Lula e Bolsonaro acomodam-se por desfrutarem de liberdade na disseminação de suas teses.
Nem se fala em diálogo, gesto conciliatório proposto pelo governo, ação coletiva suprapartidária.
Ao contrário, as tensões aumentam dia a dia, enquanto a Nação espera enxergar “uma luz no final do túnel” .
Ney Lopes – jornalista, advogado e ex-deputado federal
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